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Virgílio Lima lamenta baixa adesão ao voto nas eleições da Mutualista Montepio

Virgílio Lima venceu com 47,98%, tendo ficado em segundo Pedro Gouveia Alves com 24,33%. Virgílio Lima terá, até 2025, vários desafios pela frente. O primeiro é pôr a Associação Mutualista a ter lucros, o que implica que o seu maior ativo, o Banco Montepio tenha resultados positivos. A convergência com o regime dos seguros é outro dos maiores desafios.
18 Dezembro 2021, 10h21

O presidente da Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG), Virgílio Lima, que foi reeleito para um novo mandato na liderança da instituição, lamentou a baixa participação dos associados nas eleições, em participaram apenas 4,15% dos 602 mil associados registados.

A lista de Virgílio Lima venceu as eleições realizadas esta sexta-feira, 17 de dezembro, com 47,98% dos votos (11.557 votos). Em segundo lugar ficou a lista de Pedro Gouveia Alves (Lista D) com 24,33% (5.861 votos). Em terceiro lugar ficou a lista C de Eugénio Rosa com 15,47%, correspondente a 3.725 votos e por fim a lista B de Pedro Corte Real com 10,11% dos votos ou 2.434.

Uma vez apurados os resultados da eleição dos órgãos associativos do Montepio Geral para o triénio 2022/2025, Lima congratulou-se com a vitória da Lista A.

Naquela que considerou ser “uma noite feliz”, o presidente da AMMG lamentou a baixa participação dos associados nas eleições dos órgãos sociais. Em 602 mil associados só votaram 25 mil.

“O número de votos registados esteve longe de corresponder às nossas expectativas”, disse Virgílio Lima, que justifica que “a expressão eleitoral foi condicionada pela pandemia e pela alteração da metodologia de voto, mas foram disponibilizadas várias modalidades de voto – como nunca no passado –, para que todos os associados tivessem condições para participar”.

“Não nos limitámos às soluções digitais. Mantivemos o voto por correspondência, garantimos votação presencial e assegurámos comunicação esclarecedora em televisão, rádio e imprensa, além de todas as plataformas digitais. Publicámos newsletters, enviámos mensagens SMS, reforçámos o contact centre… no propósito de chegar aos associados, motivando-os para uma manifestação de voto que sabemos tão necessária”, disse o presidente da AMMG, acrescentando que todo este esforço “não foi o suficiente para a participação associativa que ambicionamos”.

Sobre a vitória da Lista A, Virgílio Lima considera que “a escolha ditada pelos associados traduz confiança no projeto, na visão e na ambição que apresentámos”.

O presidente da Associação Mutualista refere, em comunicado, que os eleitos sentem a decisão dos associados como uma responsabilidade, mas também como “um forte incentivo” à execução do programa que se propõem implementar e ao cumprimento dos objetivos que se comprometem atingir.

“É com todos e para todos que avançaremos no ciclo de consolidação, crescimento e maior afirmação da nossa Associação e do nosso o Grupo, objetivos para os quais temos vindo a trabalhar afincadamente”, disse.

A nova administração da Mutualista será composta por quatro executivos (além do presidente): Idália Serrão, João Carvalho das Neves, Rui Heitor e Fernando Centeno Amaro. Como não executivos estão Alípio Dias e Luís Patrão.

O desafio dos resultados positivos

A Associação Mutualista Montepio Geral tem como principal ativo o Banco Montepio.

No novo mandato, Virgílio Lima terá vários desafios pela frente, sendo o primeiro o de pôr a AMMG a registar resultados positivos, o que implica, desde logo, que o Banco Montepio tenha lucro. Aqui, o maior desafio é limpar o balanço do pesado legado de ativos improdutivos, o que segundo o presidente da Mutualista se fará com um veículo dentro da associação sem perdas para o banco. Lima recusa apoio do Estado na limpeza do balanço.

A Mutualista terá como desafio de reverter as imparidades que a auditora PwC a obrigou a constituir para o valor do banco e da Montepio Seguros no balanço, e que a impede de ter resultados positivos, mas o maior desafio será a convergência com o regime segurador.

A AMMG tem de apresentar um plano de convergência para o regime de solvência II, num prazo que era de 12 anos, segundo o código das associações mutualistas, e de que já passaram dois.

O Banco Montepio, cujos órgão sociais terminam o mandato no final deste ano, também terá de reforçar os seus rácios de capital.


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