[weglot_switcher]

Quercus volta a pedir encerramento da central nuclear de Almaraz

A Quercus considera a Central Nuclear de Almaraz é “uma temível bomba-relógio que nos ameaça e que, tranquilamente, continuamos a ignorar”.
26 Abril 2021, 15h40

A Quercus, a Associação Nacional de Conservação da Natureza, voltou a “exigir o rápido encerramento da Central Nuclear de Almaraz”, localizada em Espanha.

Em comunicado, a Quercus sublinha que “a Central de Almaraz continua a revelar-se como um potencial perigo em especial para toda a região transfronteiriça dado que já ultrapassou o seu período normal de funcionamento e, não obstante, viu prolongado em 10 anos o seu período de atividade, até 2020, e agora, o Governo Espanhol pretende estender este período por ainda mais 8 anos”.

“Apesar de todos os incidentes que têm ocorrido nesta Central Nuclear, e da sua já longa vida (já mais de 40 anos de idade), o consórcio de empresas que a explora pretende, com a conivência do Governo Espanhol, prolongar ainda mais o seu período de funcionamento, até 2030, pelo menos. É uma temível bomba-relógio que nos ameaça e que, tranquilamente, continuamos a ignorar”, alerta a Quercus.

A associação aproveitou a celebração dos 35 anos do acidente nuclear em Chernobil para pedir o encerramento da Central Nuclear de Almaraz situada a 100 quilómetros de Portugal e junto ao Tejo.

“Faltavam exatamente dois segundos para as 2 horas e 24 minutos do dia 26 de Abril de 1986 quando o reator nº4 da Central Nuclear de Chernobil, e o edifício onde estava instalado, foram devastados por uma sucessão de explosões. Acabava de acontecer o mais grave acidente nuclear do século XX. As suas consequências de uma dimensão dramática ainda hoje não são suficientemente conhecidas”, recorda a Quercus.

“A história tem mostrado que é muito difícil de prever o desenrolar de acontecimentos como os ocorridos no grave acidente nuclear de Chernobil e que a gestão das centrais nucleares e dos resíduos aí produzidos, que têm de ser mantidos e vigiados durante milhares de anos, é uma herança com futuro incerto legada às gerações vindouras” aponta a Associação Nacional de Conservação da Natureza

 


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.