Apenas uma região regista um risco de transmissibilidade (Rt) acima do 1, com a generalidade do país a registar um valor estimado de 0,99, o que representa um decréscimo face ao valor 1,05 reportado na anterior reunião no Infarmed.
Segundo Baltazar Nunes, do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), “a tendência é estável” no país. Só a região Norte tem o Rt acima de 1 (1,08) mas a taxa de incidência é inferior a 120 casos por cem mil habitantes (80,8)— a outra linha vermelha da matriz de risco.
O responsável adianta que embora o valor do Rt, na generalidade do país, esteja muito próximo de 1, “relativamente a horizonte para atingir 120 casos por 100 mil habitantes, mantendo valor do R atual, não observamos que linha esteja no horizonte uma vez que a tendência é estável”.
As informações foram partilhadas esta terça-feira, durante a a reunião do Infarmed, nas instalações da Autoridade Nacional do Medicamento, em Lisboa, que decorreu, como tem sido habitual, também por videoconferência e que contou com a presença de políticos e especialistas.
Quanto aos grupos etários, Baltazar Nunes indica que a taxa de incidência aumentou ligeiramente entre os jovens (abaixo dos 19 anos) durante o período da abertura das escolas faseado entre março e final de abril
“O níveis de incidência neste grupo etário são bastantes mais baixos do que no inicio da abertura do ano escolar em 2020”, indicou, ou seja “há algum resultado bastante positivo na forma como a epidemia se transmitiu nas escolas nesta fase de reabertura faseada da escola”, até à semana de 16 de abril.
Comparativamente à Europa, Portugal está, atualmente, “semelhante à Finlândia e perto do Reino Unido”, com o R abaixo de 1 e entre 60 e 120 casos por cem mil habitantes. “Portugal estabilizou com um Rt ligeiramente abaixo de 1”, ao contrário do que indicavam as previsões na última reunião, explicou o responsável.
Quanto à mobilidade, “Portugal encontra-se entre os países com maiores níveis de mobilidade”, algo que se “esperaria com a abertura e o levantamento das medidas de contenção”. A nível nacional, os níveis de mobilidade assentam nos 29%, atualmente.
O indicador de confinamento tem tido o comportamento expectável, sendo que “atualmente estamos a 31% do máximo observado em março/abril (valor esteve a 78% no final de janeiro)”. Já o índice de trabalho teve um ligeiro aumento.
De forma geral, Baltazar Nunes aponta que os “resultados sugerem situação controlada, com claros sinais do plano de vacinação”. Ainda assim, sublinha que, “até atingirmos cobertura vacinal mais elevada é importante manutenção do controlo da pandemia”, nomeadamente ao “manter o aumento testagem, isolamento casos e rastreio, contenção dos contactos fora da bolha, manutenção de medidas preventivas e processo de vacinação”.
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