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Netflix desaponta nos resultados e ações tombam mais 20%

A apresentação dos resultados da Netflix mostra que a gigante do streaming desapontou no crescimento de subscritores e está em pré-mercado a descer mais de 20%.
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21 Janeiro 2022, 12h05

A Netflix, apresentou os seus resultados depois de o mercado acionista americano fechar nesta quinta-feira e apesar de a receita, lucro e lucro por ação estarem todos em valores superiores ao quarto passado, a empresa desapontou no crescimento de subscritores e está em pré-mercado a descer mais de 20%.

A empresa cotada no Nasdaq apresentou aos acionistas o seu relatório de contas que mostra um crescimento anual da receita de 16,0% atingindo os 7,7 mil milhões de dólares (6,8 milhões de euros) perto das expectativas dos analistas. O lucro total respetivo ao ano fiscal de 2021 foi de 607 milhões de dólares (535 milhões de euros) que representa um crescimento de 11,99% face ao ano anterior. O lucro por ação cresceu 11,76% atingindo os 1,33 dólares por ação (1,17 euros por ação).

A empresa, na sua carta aos acionistas, escreveu que “mesmo num mundo de incertezas e com o aumento do número de empresas a competir connosco, estamos otimistas em relação às nossas estimativas de crescimento a longo prazo enquanto o streaming passa a ser a fonte principal de entretenimento no mundo todo. Estamos constantemente a melhorar a Netflix para poder agradar aos nossos membros, crescer o número de subscritores e liderar a transição”.

A empresa adicionou ainda que acredita que a sua receita para o primeiro trimestre do ano fiscal de 2022 vai crescer 10,3% em comparação com o período homólogo de 2021 atingindo os 7,9 mil milhões de dólares (7 mil milhões de euros).

Apesar do que pode parecer um cenário positivo, a empresa desiludiu Wall Street ao ter apenas adicionado no ano de 2021 18,2 milhões de novos subscritores. Esse valor é 50% mais baixo que o ano de 2020. Para além disso a empresa acredita que esta métrica se vai manter baixa pelo menos mais um trimestre. A previsão da empresa é que no primeiro trimestre de 2022 a empresa consiga apenas 6,26 milhões de novos subscritores.

Os executivos da empresa não conseguiram explicar a razão deste travão no crescimento. Culparam a difícil economia que se vive dando especial atenção à economia da América Latina e a pandemia. Para além disso não ficaram indiferentes à quantidade de novos serviços de streaming que tem aparecido nos últimos anos.

O CFO da Netflix, Spencer Neumann, disse na conferência com os acionistas que “é difícil explicar o porquê da aquisição de subscritores não ter voltado aos níveis pré-Covid”.

Atualmente a empresa está a cotar em pré-mercado com uma perda superior a 20% e superior a 100 dólares por ação (88 euros por ação).


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