O Sindicato das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividade do Ambiente (SITE) criticou a Águas e Resíduos da Madeira (ARM) por não valorizar os salários, nem os trabalhadores,
Isto surge, diz a estrutura sindical, depois da ARM ter rejeitado as propostas do sindicato. Nesse sentido foi promovida uma reunião entre o sindicato e a empresa.
O sindicato diz que a justificação da ARM para não subir os salários prende-se com o facto de alguns municípios terem dívidas avultadas com a empresa.
O sindicato considera que a empresa “não valoriza os salários, nem os trabalhadores”, acrescentando que os trabalhadores “não têm qualquer responsabilidade” na gestão dos municípios e como tal não têm de ser prejudicados por esta situação.
A estrutura sindical diz que a ARM tem apresentado resultados positivos nos últimos anos, reforçando que deve essa prestação aos seus trabalhadores que têm cumprido com “enorme profissionalismo” as suas tarefas na empresa.
O sindicato diz que relativamente às outras propostas, como por exemplo o subsídio de risco, a administração da ARM continua a não dar resposta objetiva.
Sobre o subsídio de risco o sindicato refere que a empresa diz que está a fazer um levantamento sobre a avaliação de risco de cada local de trabalho para poder avançar com uma proposta, no entanto “esta conversa é a mesma desde 2019 o que é de todo inaceitável”.
O sindicato sublinha que relativamente ao subsídio e alimentação a empresa diz que aguarda um parecer do Governo Regional, para poder aplicar a proposta que apresentou em 2019, “situação inexplicável” já que nos parece que haverá formas de o fazer dentro da legalidade sem ser necessário qualquer parecer.
A estrutura sindical afirma que sobre a lavagem do fardamento continua a não resolver a situação, mesmo depois de todas as ações desenvolvidas pelo sindicato junto das entidades competentes, “e que vieram dar razão às nossas exigências de que as fardas dos trabalhadores que lidam diretamente com os resíduos e demais agentes contaminantes devem ser deixadas nas instalações da empresa e que deve ser a empresa a tratar da sua lavagem”.
O sindicato sublinha que já solicitou reuniões de urgência com a Secretaria Regional do Ambiente, ao Secretário Regional do Plano e Finanças, de modo a poder confrontar o Governo da Madeira com esta 2situação insustentável e acabar com o jogo do empurra”.
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