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Fulham. Marco Silva lidera o clube com o melhor ataque da Europa

Com um plantel avaliado em 144 milhões de euros, o Fulham FC lidera a segunda divisão inglesa, com apenas cinco pontos de vantagem, mas com uns impressionantes 70 golos marcados. Marco Silva quer regressar à Premier League, onde terá com objetivo cimentar o estatuto do clube londrino como um dos principais emblemas em Inglaterra.
Marco Silva
22 Janeiro 2022, 13h00

Ser português é sinónimo de sucesso no futebol? A avaliar pelas últimas décadas dos futebolistas e treinadores lusos, a resposta é sim. Um dos mais recentes sucessos é o Fulham FC — clube londrino que milita atualmente no segundo escalão do futebol inglês, onde ocupa a primeira posição, treinado por Marco Silva e com três futebolistas portugueses no plantel. Talvez ainda seja cedo demais para apelidar os ‘Cottagers‘ de segunda armada lusa em Inglaterra, mas são mais um exemplo das bem-sucedidas ideias portuguesas em território de sua majestade.

O plantel avaliado em 144 milhões de euros pelo portal Transfermarkt, é o mais valioso do Championship e superior, por exemplo, ao valor de plantel do SC Braga (126,5 milhões de euros). Posto isto, para alguns será natural que ocupe a primeira posição do respetivo campeonato, onde acumula 54 pontos, ainda que ter o plantel mais valioso não se traduza linearmente em épocas bem sucedidas, basta olhar para a liga portuguesa.

No entanto, o Fulham não só lidera o campeonato, como também apresenta o ataque mais prolífero da Europa, quando comparado às primeiras divisões de todos os países no continente, com um total de 70 golos marcados, à frente do poderoso FC Bayern, que lidera a liga alemã com 61 golos marcados. Nas últimas três jornadas, o clube da capital inglesa marcou 19 golos, após as goleadas por 7-0 ao Reading, 6-2 frente ao Bristol City e 6-2 ao Birmingham City.

Mas vamos aos jogadores. O futebolista mais valioso do plantel é o sérvio Aleksandar Mitrovic (18 milhões de euros), carrasco das ‘Quinas’ no derradeiro jogo que empurrou a seleção portuguesa para o playoff de acesso ao Campeonato do Mundo, que já leva 27 golos marcados em 25 presenças, sendo neste momento o melhor marcador do Championship. Seguem-se os ingleses Tosin Adarabioyo (15 milhões de euros) e Harrison Reed (10 milhões de euros).

Ainda assim, uma das principais figuras do plantel é o jovem de 19 anos, nascido em Torres Vedras, mas com nacionalidade inglesa, Fábio Carvalho, avaliado em 3,5 milhões de euros. Segundo a imprensa britânica, o futebolista luso tem vários clubes interessados nos seus serviços, com o Liverpool FC a apresentar-se como o principal emblema para garantir os serviços do médio ofensivo já em janeiro. Esta temporada apontou sete golos e duas assistências, merecendo muitos elogios vindos dos fervorosos adeptos dos ‘Lilywhites‘ (como também são conhecidos os adeptos do Fulham).

Marco Silva conta ainda com mais dois jogadores lusos, Ivan Cavaleiro (4,5 milhões de euros) e Domingos Quina (2,5 milhões de euros), este último por empréstimo do Watford FC. Ao contrário de Fábio Carvalho, os restantes dois jogadores portugueses do plantel tiveram prestações mais discretas, contabilizando em conjunto 14 jogos e duas assistências.

O futebol é feito de momentos, mais especificamente de forma, ou seja, apesar do conjunto londrino liderar o Championship e ser o clube com mais golos marcados na Europa, os cinco pontos de vantagem sobre o segundo classificado poderão não ser suficientes para garantir o regresso à Premier League.

O principal escalão do futebol inglês não tem sido terreno fértil para os ‘Cottagers’. Após treze temporadas na Premier League (de 2001 a 2014), desceram ao segundo escalão do futebol inglês (conhecido pela sua competitividade), onde permaneceram até à temporada 2017/18, conseguindo nesse ano o regresso à primeira divisão através do playoff. Desde então, o clube tem alternado entre as duas ligas, apesar do investimento de 212,5 milhões de euros em transferências feito nesse período.

Fundado em 1879, o Fulham FC nunca venceu a primeira liga inglesa nem a Taça de Inglaterra. Os dois grandes destaques da sua história são a final da Taça UEFA, perdida frente ao Atlético de Madrid em 2010, e a conquista da Taça Intertoto em 2002 frente ao Bolonha.

O estádio do clube londrino é um dos seus ex-líbris, construído em 1896, o Craven Cottage foi alvo de várias remodelações ao longo dos anos e tem atualmente capacidade para receber 19,359 pessoas. O recorde de assistência, curiosamente, foi registado em 1938, num jogo a contar para segunda divisão inglesa frente ao Millwall, em que estiveram nas bancadas 49,335 adeptos, segundo números disponibilizados oficialmente pelo clube.


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