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Credit Suisse perde quase dois mil milhões de valor em bolsa com saída de Horta Osório

A saída de António Horta Osório do Credit Suisse pôs as ações do banco a caírem quase 8% na bolsa de Zurique, no espaço de uma semana. Os títulos não caíam tanto num espaço de tempo tão curto desde os casos “Archego” e “Greensill” em que o Credit Suisse esteve envolvido.
22 Janeiro 2022, 13h08

A saída de António Horta Osório da presidência do Conselho de Administração do Credit Suisse provocou uma desvalorização das ações na Bolsa de Zurique de 7,83% desde o fecho de 14 de janeiro (antes da demissão do então Chairman que ocorreu no domingo, dia 16).

As ações fecharam a 9,757 francos suíços no dia 14 de janeiro, sexta-feira, e na passada sexta-feira, dia 21, as ações do banco suíço fecharam nos 8,88 francos suíços na SIX Swiss Exchange que é o principal mercado de ações e bolsa de valores da Suíça. Só na sessão de sexta as ações do banco recuaram -2,72%.

A SIX Swiss Exchange é sediada em Zurique e o principal índice do mercado acionista é o SMI.

Em termos de capitalização bolsista, foi uma perda de mais de 1,8 mil milhões de francos suíços (1,7 mil milhões de euros) dos 25,37 mil milhões de francos suíços (24,5 mil milhões de euros) para os atuais 23,53 mil milhões de francos (22,7 mil milhões de euros).

Se olharmos para a evolução da cotação da ações do Credit Suisse desde a abertura de segunda-feira passada (já depois da demissão) em cinco dias o valor do Credit Suisse caiu 7%, passando de um valor de mercado de 25,2 mil milhões de francos suíços (24,4 mil milhões de euros) para 23,5 mil milhões de francos suíços.

As ações do Credit Suisse Group estão cotadas na Swiss Exchange (SIX) e na forma de American Depositary Shares (ADS) na New York Stock Exchange (NYSE). Nos ADR em Nova Iorque as ações do banco suíço caíram de 10,55 dólares (no fecho de dia 14 de janeiro) para 9,68 dólares no fecho de sexta-feira, dia 21. Ou seja, uma queda de 8,2%.

O banco só tinha registado quedas maiores em bolsa quando rebentaram os escândalos do colapso do hedge fund Archegos Capital Management e da falência do fundo de investimento Greensill Capital (onde o Crédit Suisse tinha uma participação de dez mil milhões de dólares).

O banqueiro português renunciou ao cargo de presidente do Conselho de Administração do Credit Suisse no domingo passado, depois de perder o apoio dos seus colegas membros do Conselho de Administração, e ao fim de quase nove meses de ter assumido o cargo. Abandonou a presidência não executiva do banco suíço após uma investigação interna (levada a cabo pelo departamento de compliance) sobre as suas violações das regras de quarentena da pandemia.

 

 


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