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Iniciativa Liberal Madeira defende alteração ao sistema eleitoral nacional e regional

O partido defende que “o plenário da Assembleia da República seja preenchido proporcionalmente à votação nacional de cada partido ou força política concorrente. Que dessa representação, cerca de 2/3 dos deputados (pelo menos 150) sejam eleitos uninominalmente. Os restantes deputados deverão ser eleitos por uma lista nacional de compensação”.
José Sena Goulão / Lusa
28 Janeiro 2022, 07h27

A candidatura da Iniciativa Liberal Madeira defendeu alterações ao sistema eleitoral nacional e regional.

“Nos últimos anos o nível de abstenção tem vindo permanentemente a aumentar. Por pura manipulação dos partidos, grande parte dos eleitores sente que escolhe um primeiro-ministro e não deputados que os deverão representar. Os eleitores desconhecem os deputados que elegeram, acabando os estes por não ser responsabilizados por quem os elegeu em relação às suas decisões”, refere o partido.

“Há um forte estímulo dos deputados em seguir as escolhas das direções partidárias durante o seu mandato, em vez de fazerem as escolhas que mais interessam ao seu eleitorado. O respeito quase cego pela disciplina de voto é uma consequência desse estímulo”, disse o candidato da Iniciativa Liberal, pelo círculo da Madeira, Duarte Gouveia.

Duarte Gouveia diz que o partido defende que “o plenário da Assembleia da República seja preenchido proporcionalmente à votação nacional de cada partido ou força política concorrente. Que dessa representação, cerca de 2/3 dos deputados (pelo menos 150) sejam eleitos uninominalmente. Os restantes deputados deverão ser eleitos por uma lista nacional de compensação”.

A Iniciativa sublinha que esta alteração exige uma alteração à Constituição.

O partido reforça que esta revisão constitucional é “urgente, e que esta se deve adequar “aos tempos que vivemos, modernizando-a e retirando-lhe os restos de dogmatismo que ainda subsistem”.


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