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Meta ameaça retirar Facebook e Instagram da UE se reguladores não permitirem transferência de dados para os EUA (com áudio)

Os reguladores da União Europeia (UE) estão há meses num impasse com os EUA nas negociações para substituir o pacto de transferência transatlântica de dados, no qual milhares de empresas confiavam, mas que foi derrubado pelo Tribunal de Justiça da UE em 2020, devido aos receios do organismo de que os dados dos cidadãos não estariam seguros uma vez enviados para território norte-americano
7 Fevereiro 2022, 15h39

A Meta ameaçou, uma vez mais, remover o Facebook e o Instagram da Europa se não conseguir continuar a transferir os dados de utilizadores de volta para os EUA, isto na sequência das negociações entre os reguladores da União Europeia (UE) para substituir um pacto de privacidade, entretanto descartado, avança a “Bloomberg”, esta segunda-feira.

Os reguladores da União Europeia estão há meses num impasse com os EUA nas negociações para substituir o pacto de transferência transatlântica de dados, no qual milhares de empresas confiavam, mas que foi derrubado pelo Tribunal de Justiça da UE em 2020, devido aos receios do organismo de que os dados dos cidadãos não estariam seguros uma vez enviados para território norte-americano.

No seu relatório anual publicado na quinta-feira passada, a Meta disse que, se não pudesse confiar em acordos novos ou existentes, como as chamadas cláusulas contratuais padrão, para transferir dados, provavelmente não seria capaz de oferecer vários dos seus produtos e serviços mais significativos, incluindo o Facebook e o Instagram, na Europa.

“Não temos absolutamente nenhum desejo e nenhum plano de sair da Europa, mas a simples realidade é que a Meta e muitas outras empresas, organizações e serviços dependem da transferências de dados entre a UE e os EUA para operar serviços globais”, disse um porta-voz da Meta num comunicado citado pela “Bloomberg”.

A Comissão Europeia disse que as negociações para a transferência de dados com Washington intensificaram-se nos últimos, mas alertou que “levam tempo, dada também a complexidade das questões discutidas e a necessidade de encontrar um equilíbrio entre privacidade e segurança nacional”, escreveu um porta-voz da comissão num comunicado enviado à “Bloomberg” esta segunda-feira.

“Somente um acordo que esteja totalmente em conformidade com os requisitos estabelecidos pelo tribunal da UE pode oferecer a estabilidade e a segurança jurídica que as partes interessadas esperam em ambos os lados do Atlântico”, acrescentou o porta-voz.

A Meta arrancou a sessão desta segunda-feira nos mercados norte-americanos a desvalorizar 2,69%, dando continuidade ao mau momento da empresa de Zuckerberg desde que apresentou resultados.


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