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PS-Madeira: Medidas de combate à Covid-19 são “erráticas, confusas e autoritárias”

“O Governo Regional é incapaz de tomar decisões com base na auscultação dos partidos políticos, revelando falta de transparência e capacidade de diálogo”, acusou o deputado do PS, Sérgio Gonçalves. “Quando a situação não está controlada, a culpa é de todos menos do Governo Regional, até dos madeirenses a quem tinha agradecido nos cartazes”.
8 Fevereiro 2022, 10h20

O deputado Sérgio Gonçalves do PS acusou o Governo Regional da Madeira de implementar medidas “erráticas, confusas e autoritárias” no combate à pandemia de Covid-19.

Após o discurso introdutório do Presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, na Assembleia da Madeira na terça-feira, dia 8 de fevereiro, o deputado socialista acusou o executivo madeirense de falta de transparência na promoção das medidas, bem como de falta de auscultação partidária na gestão da pandemia.

“O Governo Regional é incapaz de tomar decisões com base na auscultação dos partidos políticos, revelando falta de transparência e capacidade de diálogo”, acusou Sérgio Gonçalves. “Quando a situação não está controlada, a culpa é de todos menos do Governo Regional, até dos madeirenses a quem tinha agradecido nos cartazes”.

“Houve contestação por parte de proprietários de restaurantes, de ginásios, de farmácias e de profissionais de saúde”, lembrou Sérgio Gonçalves, frisando que muitas das vezes as medidas não foram cumpridas “não porque as pessoas não querem cumprir com a legislatura, mas porque as medidas simplesmente não são entendidas”.

O socialista acusou ainda o Governo de “chantagear as crianças”, impedindo as que não estão vacinadas de frequentar atividades extracurriculares sem pagar o teste de despiste, considerando que o Governo Regional deveria ter tomado uma atitude pedagógica junto aos pais, com medidas de efeito pedagógico.

Em resposta aos argumentos de Sérgio Gonçalves, Miguel Albuquerque lembrou que a maior parte dos debates mensais da Assembleia da Madeira foram sobre a pandemia, ou seja, que houve auscultação política. No que diz respeito à vacinação das crianças, o governante quis deixar claro que o Governo Regional “não vai ceder – as crianças têm que estar vacinadas se quiserem frequentar essas atividades ou então fazem o teste”.


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