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Madeira saúda regresso de voos de passageiros entre a Venezuela e Portugal

A Direção Regional das Comunidades e Cooperação Internacional e o CDS-PP Madeira consideraram que esta decisão vem “facilitar a mobilidade entre os cidadãos dos dois países” e que se trata de “uma excelente notícia para todos, em especial para os nossos luso-descendentes”.
10 Fevereiro 2022, 11h39

A Madeira mostrou satisfação com o regresso dos voos de passageiros entre a Venezuela e Portugal. A Direção Regional das Comunidades e Cooperação Internacional e o CDS-PP Madeira foram entidades a expressar esse agrado.

O diretor regional das Comunidades e Cooperação Internacional, Rui Abreu, considerou que o regresso dos voos entre a Venezuela e Portugal é “uma boa notícia” para a Madeira.

Contudo Rui Abreu salientou que se trata de “uma autorização excecional, pois continuam as restrições aos voos comerciais. Na Europa, só a Portugal, Espanha, Turquia e Rússia foram autorizados estes voos de passageiros, ficando ainda de fora muitos outros países”.

Rui Abreu referiu que “exatamente passados dois anos [após o encerramento do espaço aéreo para Portugal], são permitidos pelo Governo Venezuelano esses voos entre Portugal e Venezuela que vêm facilitar a mobilidade entre os cidadãos dos dois países. É uma boa notícia para os nossos emigrantes, que tinham de fazer rotas por países terceiros até chegar a Caracas”.

O diretor regional referiu que antes da pandemia, em fevereiro de 2020 os voos da TAP foram interrompidos “devido a uma situação de tensão entre os dois países, criada pela viagem de Juan Guaidó entre Lisboa e Caracas”, acrescentando que depois veio a pandemia “e o espaço aéreo venezuelano fechou-se completamente para todo o mundo”.

Rui Abreu sublinhou que em seguida o Governo da Venezuela permitiu voos para países como o México, Panamá, República Dominicana, Rússia e Turquia.

“A rota da Turquia era a mais utilizada pelos madeirenses para viajar entre a Venezuela e Portugal. Esta situação perdurou por mais de um ano até o mês passado (janeiro 2022), quando foi incluída a Espanha”, disse o diretor regional das Comunidades e Cooperação Internacional.

Rui Abreu acrescentou que era expetável que após a Venezuela autorizar voos de passageiros para Espanha, Portugal também “recebesse autorização, atendendo à dimensão da Comunidade Portuguesa naquele país sul-americano e aos laços históricos” que unem os dois países.

O CDS-PP Madeira foi outra entidade a expressar agrado com o regresso dos voos entre a Venezuela e Portugal.

O grupo parlamentar do CDS-PP Madeira considerou que se trata de “uma excelente notícia para todos, em especial para os nossos luso-descendentes”.

Contudo os centristas lamentaram “o aumento em 150% dos impostos, para os voos internacionais, estabelecidos pela República Bolivariana da Venezuela porque esse aumento substancial vai prejudicar muitos dos nossos concidadãos, deixando-os limitados e sem possibilidade de viajar para Portugal”.

O CDS-PP Madeira diz esperar que com esta decisão a TAP se “consciencialize e aja em conformidade com a sua responsabilidade social, permitindo a abertura de voos para a Venezuela, no sentido de facilitar a vida aos nossos emigrantes”.


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