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Mais televisão, livros e notícias online. Pandemia alterou os padrões de consumo dos portugueses, indica estudo

Em resultado da pandemia e do confinamento, 24% dos internautas portugueses referem ter passado a usar mais a internet para ver filmes e séries, e 23% dos inquiridos passaram a ver mais televisão. Preferências pelos programas parecem ter mudado: documentários ultrapassaram programas desportivos e programas de entretenimento.
16 Fevereiro 2022, 07h20

A pandemia de Covid-19 alterou os padrões de consumo cultural dos portugueses, especialmente entre os mais jovens. Foi vista mais televisão, filmes, séries, mas também consumidos mais livros, jornais e revistas online, de acordo com um estudo da Universidade de Lisboa publicado esta quarta-feira.

O Inquérito às Práticas Culturais dos Portugueses 2020 revela que, em contexto pandémico, os inquiridos intensificaram o uso da internet no domínio cultural, sobretudo os jovens dos 15 aos 24 anos: quatro em dez passaram a ver mais filmes e séries, um em cinco a ler mais livros, jornais e revistas online, e 16% a ver mais espetáculos de música.

Em resultado da pandemia e do confinamento, 24% dos internautas portugueses referem ter passado a usar mais a Internet para ver filmes e séries. O uso da web para ler livros, jornais e revistas online também se intensificou para 12% da amostra. Na faixa etária dos 65 e mais anos, o grupo mais infoexcluído, a leitura de livros, jornais e revistas representou a atividade online que mais foi reforçada durante a pandemia, sendo referida por 8%.

No geral,  23% dos portugueses passaram a ver mais televisão e a ouvir um pouco mais de rádio (5%).

Relativamente aos programas assistidos, podem também ter-se verificado alterações por causa do contexto: 81% das pessoas que assistem a televisão costumam ver notícias, reportagens e informação, 57% filmes e 43% séries. A seguir estão as telenovelas (40%) e os documentários (36%,) que aparecem – julgam os coordenadores da investigação – por efeito do contexto pandémico, acima dos programas desportivos (33%), dos concursos de cultura geral (30%) e dos programas de entretenimento (28%).

“Outro dado relevante é a afirmação do telemóvel como dispositivo preferencial de acesso à Internet. 89% dos internautas afirmam usar habitualmente o telemóvel para aceder à Internet, revelando uma lógica de conectividade permanente”, assinalou José Pais, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL), na apresentação do inquérito aos jornalistas.


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