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UEFA condena invasão da Rússia à Ucrânia e poderá retirar final da “Champions” de São Petersburgo

Em comunicado, o organismo gerido pelo esloveno Aleksander Čeferin indicou que a UEFA “partilha as preocupações da comunidade internacional” relativamente à segurança na Europa e “condena firmemente a invasão militar em curso da Rússia à Ucrânia”.
24 Fevereiro 2022, 14h41

O principal organismo do futebol europeu condenou esta quinta-feira a invasão militar da Rússia à Ucrânia e remete eventuais retaliações para a reunião da Comissão Executiva desta sexta-feira.

Em comunicado, o organismo gerido pelo esloveno Aleksander Čeferin indicou que a UEFA “partilha as preocupações da comunidade internacional” relativamente à segurança na Europa e “condena firmemente a invasão militar em curso da Rússia à Ucrânia”.

A UEFA afirma toda a sua solidariedade para com a comunidade futebolística na Ucrânia, algo que se estende a toda a população ucraniana.

“Estamos a lidar com esta situação com a maior seriedade e urgência. Estão previstas decisões para a reunião da Comissão Executiva que foi anunciada para esta sexta-feira”, pode ler-se no comunicado da UEFA.

Recorde-se que a UEFA vai reunir de emergência esta sexta-feira para discutir eventuais medidas que possam visar a Rússia face aos desenvolvimentos do conflito militar nas últimas horas.

“Tendo em conta a evolução da situação entre a Rússia e a Ucrânia, o presidente da UEFA convocou uma reunião extraordinária da Comissão Executiva (…) no sentido de avaliar a situação e tomar decisões necessárias”, pode ler-se na página do Twitter da UEFA.

Em causa, poderão estar dois temas que ligam diretamente a Rússia ao organismo que rege o futebol europeu: nos últimos dias, tem sido colocado em causa o acordo de patrocínio da empresa de gás russa Gazprom à Liga dos Campeões, principal competição de clubes do futebol europeu. Desde a escalada da tensão entre a Rússia e os organismos internacionais que tem sido referido, com alguma insistência, a possibilidade da UEFA retaliar a Rússia com um eventual corte do acordo de patrocínio com a Gazprom, um acordo que vale 35 milhões por ano.

Por outro lado, existe outra questão que deverá merecer uma avaliação da Comissão Executiva da UEFA e que está relacionada com o palco da final da atual edição da Liga dos Campeões. A final está marcada para 28 de maio na cidade russa de São Petersburgo, algo que poderá tornar-se absolutamente inviável face aos últimos desenvolvimentos e que poderá provocar a retirada desta final na cidade russa e a sua transferência para Londres, como tem sido referido por alguns media.


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