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Rússia não compareceu à audiência da ONU sobre ‘genocídio’ ucraniano

A audiência tinha sido pedida pela Ucrânia com o objetivo de interromper as hostilidades no seu território.
Media da Presidência Russa/HANDOUT via Lusa
7 Março 2022, 15h37

A Ucrânia pediu, nesta segunda-feira, uma ordem de emergência do mais alto tribunal da Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de interromper as hostilidades no seu território.

A audiência foi realizada na Corte Internacional de Justiça (CIJ) e ficou marcada pela ausência de representação legal para a Rússia, segundo a “Reuters”. A CIJ resolve disputas entre estados e, embora os casos geralmente levem anos, tem um procedimento acelerado para analisar pedidos de “medidas provisórias”

“O facto de os assentos da Rússia estarem vazios diz muito. Eles não estão aqui neste tribunal: estão num campo de batalha a travar uma guerra agressiva contra o meu país”, disse o enviado ucraniano Anton Korynevych.

O tribunal lamentou a falta de comparecimento da Rússia e garantiu que iniciaria as deliberações “o mais rápido possível” depois de a Ucrânia ter apresentado os seus argumentos de que a Rússia aplicou falsamente a lei de genocídio para justificar a invasão.

De recordar que o presidente russo, Vladimir Putin, disse que a “ação militar especial” da Rússia é necessária “para proteger as pessoas que foram submetidas a bullying e genocídio”

Depois da audiência, Korynevych destacou que a ausência da Rússia não afetaria os procedimentos e referiu que Moscovo teria que atender a quaisquer ordens judiciais.

A invasão da Ucrânia pela Rússia começou a 24 de fevereiro. O Kremlin tem negado repetidamente ter visado civis no ataque. O número oficial de mortes de civis da ONU é de 406, incluindo 27 crianças, embora as autoridades digam que o número real é provavelmente maior.

 


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