A União Europeia vai reduzir em dois terços a compra de gás russo até ao fim deste ano. A decisão foi hoje anunciada pela Comissão Europeia em consequência da invasão russa da Ucrânia.
“Até ao fim do ano podemos substituir dois terços do que importámos. Vai ser duro; muito duro. Mas vai ser possível”, disse hoje o vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans.
“Ninguém quer esta guerra, nem os europeus, nem os ucranianos… nem os russos. Temos de fazer tudo para ajudar a Ucrânia de um regime que tenta fazer tudo para nos minar”, destacou o responsável em conferência de imprensa em Bruxelas.
“Somos muito dependentes da Rússia para necessidades de energia. Temos de aumentar a nossa resiliência. A resposta está nas energias renováveis e na diversificação de fornecimento”, acrescentou.
A substituição de gás russo, que chega na sua maioria à UE através de gasoduto, vai ter lugar através da importação de mais gás natural liquefeito (LNG) por navio e mais importações através de gasodutos. Ao mesmo tempo, a Comissão anunciou que quer aumentar a produção de biometano e também de hidrogénio.
“Devemos acelerar a nossa transição energética. Instalar milhões de painéis solares nas nossas casas. Até ao fim deste ano, 25% da produção de eletricidade pode vir da energia solar. É preciso acelerar o licenciamento de energia eólica em terra e marítima e a energia solar”, destacou o político holandês.
Ao mesmo tempo, anunciou que a Europa precisa de se preparar para o próximo inverno: “até outubro, as reservas de gás natural devem estar nos 90%”.
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