O atleta joga com um desfibrilhador interno, que pode atuar em caso de novo susto com o coração. Depois de, em janeiro, ter trocado o Inter de Milão pelo Brentford, o dinamarquês vai voltar a vestir a camisola do seu país.
Corria a primeira metade do jogo entre Dinamarca e Finlândia, a contar para a jornada inaugural da fase de grupos do Campeonato da Europa 2020 (realizado no ano passado) quando Christian Eriksen, estrela da seleção dinamarquesa, caiu inanimado no relvado. O coração do atleta parou e só a rápida intervenção dos médicos possibilitou que Eriksen não perdesse a vida.
As imagens foram vistas em todo o mundo e o médico da comitiva dinamarquesa, Morten Boesen, disse até que o jogador “esteve morto”. O próprio Eriksen referiu, numa entrevista, que foi embora deste mundo “durante cinco minutos.”
Para evitar futuras situações de perigo, o atleta tem agora implantado um desfibrilador interno, que funciona como “salvador” do coração, em caso de necessidade. No entanto, no futebol italiano não é permitido aos jogadores entrar em campo com este aparelho, pelo que o dinamarquês trocou o Inter de Milão pelo Brentford, de Inglaterra, no último dia de janeiro.
O médio ofensivo soma até ao momento três partidas pelo clube britânico, já com duas vitórias. Depois da estreia pela nova equipa, mostrou-se “um homem feliz”, mas não vai parar por aqui. A chamada à seleção do seu país é mais um passo no regresso aos grandes palcos e Eriksen vai poder jogar contra a seleção holandesa e sérvia, já no final deste mês.
A Dinamarca apurou-se para o Campeonato do Mundo, a realizar no final deste ano, no Qatar, com nove vitórias em dez jogos e marcar presença na competição é certamente um objetivo de Christian Eriksen.
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