O deputado do JPP Paulo Alves interviu na Assembleia Legislativa da Madeira acusando a coligação PSD/CDS de “violar um direito fundamental dos utentes”, colocando os “interesses privados em detrimento dos utentes, que são renegados para segundo plano”.
Na reunião plenária de quarta-feira, dia 16 de março, Paulo Alves voltou a lembrar a urgência em definir tempos máximos de espera de resposta garantidos na região, o facto de na Madeira estarem 18 mil atos médicos por realizar, “pessoas há 12 anos à espera de uma consulta de especialidade e cinco anos à espera de uma colonoscopia”.
Na área da saúde, “não basta atribuir culpas à República por causa do atraso das obras do novo hospital”, acusou o deputado do JPP.
“São aqueles que governam a região os responsáveis pela maior taxa de risco pobreza do país” considerou ainda o deputado do JPP. Paulo Alves lembrou ainda que estão neste momento 31 pessoas nos corredores dos hospitais à espera de internamento, “algumas com doenças agudas” O deputado considera que “as 70 pessoas internadas com covid-19 não é motivo para esquecer as 97 pessoas internadas com doenças graves”.
Paulo Alves sugeriu ainda que deveriam haver mais lares na região para dar respostas aos problemas de saúde dos utentes, sendo que as escolas a encerrar poderiam ser transformadas em lares.
Por seu turno, a deputada do PSD Conceição Pereira disse que é “inegável o esforço do Governo Regional para tentar resolver o problema ds listas de espera”, destacando ainda a produção adicional que está a ser realizada em termos de cirurgias, com listas de produção adicional e médicos a realizar consultas fora do seu horário de trabalho, bem como a contratualização de 37 mil exames para o particular.
Em reposta ao JPP e aos partidos da oposição a deputada social-democrata afirmou que a sua postura “só contribuiu para causa alarido social e tirar proveito políticos”.
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