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Financial Times: Rússia e Ucrânia elaboram documento com 15 pontos para acabar com a guerra

As notícias de um plano de paz surgiram esta quarta-feira após a quarta ronda de negociações e ao 21º dia de conflito armado.
‘@RusEmbassyMinsk/Twitter
16 Março 2022, 14h40

A Ucrânia e a Rússia acordaram em estabelecer um plano de 15 pontos para terminar com a guerra, ao fim de 21 dias de conflito armado. O principal foco do esboço é que a Ucrânia deve renunciar à adesão da NATO, de forma a garantir segurança aos russos, avança o “Financial Times”, citando fontes dentro das negociações.

O acordo determina o cessar-fogo entre os dois países e a retirada das tropas russas do país vizinho se a Ucrânia declarar neutralidade e aceitar os limites definidos pela Rússia relativamente às forças armadas.

Segundo a publicação, o plano define vários focos para a Ucrânia, nomeadamente em que o país liderado por Volodymyr Zelensky não abrige bases militares estrangeiras ou receba armamento em troca de proteção do Ocidente e de países inscritos na NATO, como os Estados Unidos e o Reino Unido e Turquia.

No entanto, os dois países estão também a discutir a pertença de alguns territórios ucranianos determinados pela Rússia como seus, como é o caso da anexação da Crimeia em 2014 e de Donetsk e de Luhansk, declaradas independentistas em fevereiro do presente ano. Para a Ucrânia, este é um ponto fulcral que os russos devem acordar.

Volodymyr Zelensky e Sergei Lavrov já tinham assumido ao dia de hoje que a nova ronda de negociações seguia para bom porto e que existiam progressos consideráveis para ser assumido um acordo. Ainda assim, os ucranianos mantém-se de pé atrás para com Vladimir Putin, duvidando que o presidente russo esteja comprometido com a paz e que esteja apenas a reagrupar as tropas para continuar a ofensiva.

Na verdade, a Rússia quer que a Ucrânia tenha o mesmo status que a Áustria e que a Suécia, de neutralidade sem qualquer armamento militar, protegendo-se de futuros ataques possíveis por parte do seu vizinho.

Por este acordo ainda ser só um esboço, o presidente ucraniano continua a pedir a intervenção dos países que integram a Aliança Atlântica. Hoje, perante videoconferência no Congresso norte-americano, Zelensky lembrou o ataque a Pearl Harbour e o 11 de setembro. No discurso de 18 minutos, o presidente ucraniano voltou a pedir uma zona de exclusão aérea, algo que os Estados Unidos dificilmente vão ceder.


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