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Fundo da Casa do Impacto investe mais de 430 mil euros em sete startups

Reshape Ceramics, CicloExpresso, HOLI by nevaro, AccessLab, Carbono biodiverso, Dioscope e Semear, empresas com um propósito social e ambiental, receberam financiamento do +Plus, desenvolvido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
DR
16 Março 2022, 18h21

O fundo de impacto +Plus, um programa de investimento desenvolvido pela Casa do Impacto da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), investiu 437 mil euros em sete startups: a Reshape Ceramics, a CicloExpresso, a Holi by nevaro, a AccessLab, a Carbono biodiverso, a Dioscope e a Semear, que operam nos sectores da saúde, mobilidade, sustentabilidade e cidadania (inserção social e diminuição de desigualdades sociais).

Nesta que foi a segunda edição do programa da Casa do Impacto, o programa ficou a 63 mil euros do objetivo de investimento estipulado inicialmente para o desenvolvimento e escalabilidade de negócios com um propósito social e ambiental. A taxa de execução foi de 87%, tal como no ano passado. Quanto às inscrições, candidataram-se 227 projetos que passaram por três fases de seleção para os dois mecanismos de apoio do programa: o ‘Testing’ (até 50 mil euros) e o ‘Scaling’ (até 100 mil euros).

“Antes de serem selecionados os finalistas, os projetos pré-selecionados adaptaram as suas candidaturas ao método de pagamento por resultados (outcome-based payments) num bootcamp com mentoria, masterclasses e pitch final, que levou 25 startups à última fase do programa, de onde saíram sete finalistas apoiados pelo Fundo +Plus”, explicou Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, em comunicado. Na sua opinião, o +Plus “é mais uma contribuição” quer da incubadora quer da SCML em prol dos ODS das Nações Unidas.

“O júri foi unânime nos projetos investidos e nas mais-valias que vão trazer à sociedade, desde o impacto para a saúde como para o ambiente, passando pela inserção social e diminuição de desigualdades, estes projetos apoiados têm um impacto muito positivo na sociedade que nos rodeia. Nesta segunda edição, foram apoiados menos projetos que no ano anterior [dez], mas os fundos usados foram os mesmos, pelo que os projetos foram apoiados com um montante superior ao ano anterior”, sublinhou Inês Sequeira.

A próxima edição do programa vai abrir candidaturas no próximo mês de setembro de 2022.

Quem são as sete startups?

Reshape Ceramics – Cria peças de cerâmica feitas à mão por ex-reclusos para fomentar a reinserção social e diminuir as desigualdades, com um processo de apoio contínuo, desde a preparação à transição para a liberdade, diminuindo a probabilidade de reincidência e o risco de pobreza e exclusão social.

Cicloexpresso – É um projeto de mobilidade para crianças e jovens se deslocarem em conjunto para a escola de bicicleta e adquirirem competências para se tornarem autónomas e fisicamente ativas.

Holi by Nevaro – Consiste numa app para a gestão da saúde mental e bem-estar através de métodos clinicamente testados.

AccessLab – Propõe uma solução transformadora para o acolhimento de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida na cultura e eventos ao vivo.

Carbono biodiverso – É uma ferramenta para compensar as emissões de dióxido de carbono resultantes da rotina diária, contribuindo assim para mitigar as alterações climáticas e alcançar a neutralidade carbónica.

Dioscope – É um chatbot criado por médicos para médicos para relembrar pormenores e tratamentos de vários doentes simultaneamente. Permite a cada unidade de saúde criar o seu próprio médico virtual, proporcionando um sistema de apoio à decisão que auxilia os médicos.

Semear – Trabalha com pessoas com deficiências e as suas famílias para criar relações e conduzir à inclusão no mercado de trabalho agroalimentar, com parcerias com empresas para o combate ao desemprego das pessoas com deficiência intelectual.


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