O assessor presidencial ucraniano Oleksiy Arestovych disse nesta quarta-feira que espera que a fase ativa da invasão russa termine até o final de abril, já que o avanço russo parou em muitas áreas.
Arestovych disse que a Rússia já tinha perdido 40% das suas forças de ataque e também minimizou a perspetiva de a Rússia travar uma guerra nuclear.
O Estado Maior das Forças Armadas ucranianas estimou, na terça-feira, que cerca de 15.300 os soldados russos morreram desde o início da invasão russa na Ucrânia e que os russos perderam igualmente 509 tanques, 1.556 veículos blindados de combate, 252 sistemas de artilharia, 80 sistemas de lançamento de foguetes múltiplos (MLRS) e 45 sistemas de defesa aérea.
A Rússia rejeitou estes números através do jornal Komsomólskaya Pravda, próximo do Kremlin, que apontou que existiram 9.861 vítimas do lado russo.
Relativamente à ameaça nuclear, ontem os EUA alertam para o risco iminente de a Rússia utilizar armas químicas e biológicas. O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, alertou para um “sinal claro” de que Vladimir Putin pode utilizar armas químicas e biológicas na Ucrânia. Por sua vez, o Pentágono admitiu ter “provas claras” de que o exército russo está a cometer crimes de guerra na Ucrânia.
Da parte da Rússia, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse numa entrevista que a Rússia só usaria armas nucleares se a própria existência fosse ameaçada.
“Temos um conceito de segurança doméstica, e é público. Podem ler todas as razões para a utilização de armas nucleares”, explicou Dmitry Peskov, segundo a “Aljazeera”.
No mês passado Putin ordenou que as forças nucleares da Rússia fossem colocadas em alerta máximo. De acordo com a ordem, o Ministério da Defesa da Rússia anunciou, a 28 de fevereiro, que as forças de mísseis nucleares e frotas do norte e do Pacífico tinham sido colocadas em serviço de combate.
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