“Se não os consegues vencer, junta-te a eles”, diz o ditado popular. Ora, não os conseguindo vencer unanimemente, a Uber decidiu uni-los.
Agora, a Uber vai passar a incluir os famosos táxis amarelos nova-iorquinos na sua aplicação, de forma a unirem forças conjuntas depois de tentar destruir um negócio com muitos anos. A Uber descreve esta parceria como um último esforço para trabalhar com a indústria dos táxis, de forma a desbloquear novos mercados no mundo.
Apesar de não ser um acordo único, uma vez que já existe em Espanha, Alemanha, Turquia e Áustria, não deixa de ser histórico. De relembrar que a entrada da Uber nas ruas dos Estados Unidos não foi fácil para o sector do táxi, que se revoltou com o surgimento da aplicação móvel – a par da Lyft – e com as suas tarifas reduzidas.
A parceria agora assinada entre os táxis e a aplicação surge num momento em que a Uber enfrenta uma escassez de motoristas devido à pandemia, sendo que sem rendimentos optaram por abandonar a empresa.
O acordo entre as duas partes vai adicionar 14 mil taxistas licenciados à plataforma da Uber na cidade de Nova Iorque, um dos seus mercados mais importantes desde a estreia. “Eles não precisam de se preocupar em encontrar uma tarifa fora do horário elevado para receber uma mensagem de regresso a Manhattan quando estiverem em bairros mais distantes”, apontou Guy Peterson, diretor de desenvolvimento da Uber.
Embora os táxis de Nova Iorque estejam à distância de um levantar de braço, os nova-iorquinos atarefados não têm de se preocupar em sair apressadamente das suas vidas quando têm de se deslocar, sendo apenas necessário aceder à plataforma no smartphone. Ora, a troca da distância do braço e do clique fez com que a cidade que nunca dorme perdesse um número significativo de táxis desde 2011.
De acordo com a “BBC”, a oferta conjunta é lançada durante esta primavera e os passageiros que optem por um táxi, uma vez que a proximidade pode ser um factor determinante, o preço será comparável ao da Uber X. Ainda assim, e apesar dos valores serem mais elevados que uma ‘corrida’ tradicional, a Uber paga uma média de 15% a menos do que o valor apresentado nos taxímetros.
A publicação falou com Bruce Schaller, um consultor que estudou o crescimento da Uber na cidade, e constatou que a parceria vai desenvolver muito mais do que a economia. Para Schaller, o acordo beneficia os motoristas e os clientes ao ampliar o acesso a um mercado ainda maior e ajuda a cidade a controlar o número de carros vazios em excesso, diminuindo os problemas de poluição e congestionamento.
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