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Estes são os projetos que venceram o leilão de solar flutuante

EDP, Endesa, Finerge e Voltalia conquistaram os lotes no primeiro leilão de energia solar flutuante em Portugal.
A central solar conta com um sistema de armazenamento com baterias e vai abastecer o equivalente a 25% dos consumidores da região.
6 Abril 2022, 07h55

O primeiro leilão de energia solar flutuante terminou com a EDP a conquistar o maior lote, a Finerge a ficar com o maior número de lotes e a Endesa a arrematar o projeto onde a EDP desenvolveu o primeiro projeto (piloto) de energia solar flutuante.

O Governo leiloou um total de 263 MVA (megavolt-ampere) nas albufeiras de Alqueva, Castelo de Bode, Cabril, Alto Rabagão, Paradela, Salamonde e Tabuaço no leilão de segunda-feira.

A EDP conquistou o lote com maior potência: 70 MVAs na albufeira do Alqueva, no Alentejo, com um contrato por diferenças CfD de -4 euros por megawatt hora durante 15 anos.

Para esta albufeira, a companhia tem um projeto, a par com o solar flutuante, que visa “instalar até 154 MW de energias renováveis incluindo 70 MW de solar PV flutuante sujeitos ao CfD acima referido e, adicionalmente, 14 MW de sobreequipamento solar e hibridização de 70 MW de capacidade eólica, ambos excluídos do CfD”, segundo a elétrica liderada por Miguel Stilwell de Andrade. O projeto vai entrar em operação em 2025.

Por sua vez, a Endesa Portugal venceu o projeto de energia solar flutuante no Alto Rabagão, distrito de Vila Real. O projeto visa a instalação de 42,5 megawatts de potência solar flutuante, mas o projeto da companhia liderada por Nuno Ribeiro da Silva tem mais componentes: 48 megawatts de energia eólica e 16 megawatts de armazenamento em baterias, num investimento de 115 milhões de euros.

Já a francesa Voltalia venceu o lote três na barragem do Cabril, no concelho de Montalegre, com uma capacidade de 33 MVA.

“O lote fechou com um preço de referência acima de 41 euros por megawatt hora (resultante numa tarifa de venda de 41,03 euros MWh)”, segundo fonte oficial da Voltalia.

Já a Finerge venceu três lotes no leilão de energia solar flutuante. A energética, detida pelos australianos da First Sentier Investors, liderada por Pedro Norton venceu os lotes cinco, seis e sete correspondentes às albufeiras de Paradela (13 MW), Salamonde (8 MW) e Vilar-Tabuaço (17 MW), respetivamente.

A produtora de energias renováveis destaca que o “lote sete, de Tabuaço, foi mesmo o mais disputado – com 24 rondas – e o último a ficar concluído em todo o leilão, acabando a Finerge por garanti-lo”.

Por sua vez, o ministério do Ambiente anunciou que este leilão representa “ganhos para os consumidores de eletricidade na ordem dos 114 milhões de euros a 15 anos, o que equivale a cerca de 7,6 milhões de euros/ ano. Este valor corresponde a um ganho unitário de cerca de 620 mil euros por cada MW adjudicado (15 anos)”.

No entanto, um dos lotes (2, Castelo de Bode com 50 MW disponíveis) teve apenas um licitante e o “concorrente dispõe de um prazo de cinco dias úteis para fazer uma oferta de licitação melhorada. Caso esta oferta corresponda a um valor igual ou superior ao Valor Atual Líquido médio ponderado das ofertas adjudicadas para os diversos lotes submetidos a leilão, a Direção-Geral de Energia (DGEG) deve atribuir ao concorrente o volume de capacidade de injeção indicado na sua oferta para o lote em causa. Estes resultados preliminares encontram-se em período de audiência prévia dos interessados após o qual serão finais, podendo ainda ser acrescido o lote 2 (Castelo de Bode com 50 MW disponíveis) do concorrente único”.


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