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Madeira: PS exige melhores condições para associações humanitárias de bombeiros da Região

Os socialistas salientam que os bombeiros profissionais das associações humanitárias têm as mesmas obrigações formativas e exigências em relação aos bombeiros sapadores, mas a tabela remuneratória é muito diferente.
7 Abril 2022, 16h24

O Grupo Parlamentar do Partido Socialista esteve ontem reunido com a Federação das Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários, com o objetivo de ouvir as preocupações deste organismo, de modo a tentar encontrar soluções para os problemas que afetam a classe, e exigiu melhores condições para as associações humanitárias de bombeiros da Região.

O PS-Madeira destaca que um dos assuntos que tem de ser resolvido o quanto antes tem a ver com a criação de um estatuto profissional próprio para os bombeiros profissionais das associações humanitárias que confira uma melhoria e uma dignificação da carreira.

Nesse sentido, sublinha que a Federação já entregou ao Governo Regional uma proposta neste sentido, mas que a mesma continua “sem ver a luz do dia”, já que o Executivo não a fez chegar ainda à Assembleia Legislativa da Madeira para ser discutida e votada.

No entender do Grupo Parlamentar do PS, e conforme foi transmitido pela Federação, torna-se fundamental existir um estatuto profissional, como existe para os bombeiros sapadores, que defina os direitos, os deveres, as condições de carreira e o estatuto remuneratório que tornem a carreira mais apelativa.

O partido vinca que, se não se reverter a atual situação, haverá muita dificuldade em motivar e mobilizar novos elementos para as associações humanitárias, já que a falta de uniformização remuneratória e de direitos leva a injustiças ou a desigualdades desmobilizadoras.

Os socialistas salientam que os bombeiros profissionais das associações humanitárias têm as mesmas obrigações formativas e exigências em relação aos bombeiros sapadores, mas a tabela remuneratória é muito diferente.

Outra questão que consideram que deve ser revista tem a ver com o pagamento que é feito aos bombeiros no âmbito do Plano Operacional de Combate a Incêndios Rurais (POCIR). Estes elementos recebem 32,5 euros por doze horas de trabalho, “valor que é manifestamente baixo, tendo em conta a natureza das funções que desempenham”.

O PS alerta ainda para a necessidade de haver uma uniformização em alta dos apoios à alimentação, que são da competência das câmaras municipais.


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