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Ventura quer “modelo semelhante” ao espanhol no apoio aos combustíveis

Na perspetiva do líder do segundo maior partido da oposição, “o Governo não tem feito o esforço que deveria fazer” no sentido de acelerar a viabilização da redução da taxa de IVA aplicada aos combustíveis pela Comissão Europeia.
MIGUEL A. LOPES/LUSA
11 Abril 2022, 10h57

O Governo reúne esta segunda-feira com todos os partidos com assento parlamentar, cujo objetivo é apresentar a novo proposta de Orçamento de Estado (OE). À saída da reunião, o líder do Chega, André Ventura, sublinhou que tem discordâncias “de fundo” com o novo executivo no âmbito da inflação e do preço dos combustíveis, mas admitiu estar preparado para “discuti-las” no parlamento.

Ventura permaneceu crítico à forma como o Governo tem gerido, e “prevê continuar a gerir”, os impostos relativos ao sector da energia, concretamente dos combustíveis. Na perspetiva do líder do segundo maior partido da oposição, “o Governo não tem feito o esforço que deveria fazer” no sentido de acelerar a viabilização da redução da taxa de IVA aplicada aos combustíveis pela Comissão Europeia.

“Continuamos a ter um modelo de diferença muito grande em relação ao Governo, que vai, mais uma vez, optar por mexer no ISP e na devolução, em vez de fazer uma subsidiação direta como está a acontecer em Espanha quando se vai à bomba de gasolina. É este o modelo que nós defendemos para Portugal, um modelo muito semelhante ao que está a acontecer em Espanha”, sublinhou Ventura.

Ventura partilha da opinião do PSD, ao concordar com a posição do principal partido da oposição que o novo OE representa “austeridade”.

“Uma coisa é o que nos foi transmitido lá dentro [na reunião com o Governo], e aí o ministro não nos disse que vinha aí austeridade nem aumento de impostos. Outra, é a sensação com que ficamos na análise das palavras do ministro, e aí eu posso dizer aquilo que sinto. Objetivamente, vem aí uma certa dose de austeridade e isso sente-se na incapacidade do Governo em fazer apoio direto aos contribuintes em matéria de energia”, disse Ventura.

O líder do Chega conclui que “conjugando o aumento dos custos sem haver um consequente aumento de apoios, podemos concluir que estamos perante uma certa austeridade, que provavelmente vamos ter ao longo do próximo ano”.


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