O batalhão Azov acusou o exército russo de usar armas químicas em Mariupol, revela o “Kyiv Independent”.
O líder deste regimento disse que, pelo menos, três pessoas mostravam sinais claros de envenenamento químico, apesar de não haver “consequências desastrosas” para as suas saúdes.
Se for confirmado, este será o primeiro caso do uso de armas químicas pela Rússia durante a invasão da Ucrânia.
O ataque terá tido lugar recorrendo a um drone. As vítimas queixam-se de falta de ar e de ataxia.
Os Estados Unidos confirmaram que tinham tido conhecimento do ataque e que o estavam a investigar. “Não podemos confirmar neste momento e vamos continuar a monitorizar a situação atentamente. Se os relatos forem verdadeiros, são muito preocupantes e refletem as preocupações que tivemos sobre o potencial da Rússia de usar na Ucrânia uma variedade de agentes de controlo de motins, incluindo gás lacrimogéneo misturado com agentes químicos”, disse o porta-voz do Pentágono John Kirby, citado pela “Reuters”.
Por sua vez, o ministro da Defesa britânico confirmou que Londres também está a analisar o episódio.
“A verificação é muito importante. Se armas químicas foram usadas, é uma questão muito importante para o nosso primeiro-ministro e outros chefes de Estado em todo o mundo. O presidente Putin deve ter consciência de que o uso de armas químicas é inaceitável”, disse James Heappey citado pela “BBC”.
Já o presidente ucraniano abordou a questão das armas químicas, mas não afirmou que tinham sido usadas em Mariupol.
“Gostava de recordar os líderes mundiais que o possível uso de armas químicas pelo exército russo já foi discutido. Tratamos disto [possibilidade de Rússia usar armas químicas] com a maior seriedade”, disse Volodymyr Zelenskiy.
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