Gerard Piqué, defesa-central do Barcelona, e Luis Rubiales, presidente da Federação de Futebol Espanhola (RFEF), negociaram uma comissão multimilionária pela transferência da Supertaça Espanhola para a Arábia Saudita num acordo válido por seis anos. Rubiales pressionou as autoridades de Riad para pagarem 24 milhões ao futebolista, mas ocultou do contrato o nome de Piqué — informações que foram divulgadas pelo espanhol “El Confidencial“, que teve acesso a conversas, documentos e áudios referentes a estas negociações.
O atleta espanhol teve um papel essencial no acordo que levou a Supertaça Espanhola para território saudita, sem que seja claro o motivo da escolha ter recaído em Piqué. Certo é que a Supertaça era até 2018 era jogada entre duas equipas (o campeão espanhol e vencedor da Taça de Espanha) numa final a dois jogos. Até que a Kosmos Holding, que é presidida pelo jogador, propôs que a prova passasse a ser jogada por quatro equipas (os dois primeiros classificados da Liga e os dois finalistas da Taça), com a realização de duas meias-finais e a final, a um jogo. Desde então, é precisamente este o formato da competição, visando obter maior encaixe financeiro, com maiores audiências.
Inicialmente, o objetivo era esta ‘final-four’ ser jogada no Camp Nou, o estádio do Barcelona, mas acabou por ser anunciada em conferência de imprensa, no dia 18 de dezembro de 2019 a transição para a Arábia Saudita, que permitiu ganhos financeiros significativamente mais dilatados, com o contrato entre a RFEF e o estado saudita a significar ganhos de 40 milhões de euros líquidos, o que fez subir em flecha o salário variável do presidente daquela Federação. Para a empresa de Piqué, este acordo significou ganhos de quatro milhões de euros em cada um dos seis anos de acordo, num total de 24 milhões recebidos pela Kosmos.
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