A taxa de inflação na zona euro chegou aos 7,4% em março, em vez do 7,5% inicialmente reportados na estimativa rápida do Eurostat, de acordo com os dados divulgados pelo gabinete europeu de estatística esta quinta-feira. Este valor compara com os 5,9% apurados para a variação homóloga de fevereiro e com os 1,3% registados há um ano atrás.
Este número continua a significar um máximo absoluto na série, tal como a estimativa rápida conhecida no início do mês.
Já a inflação subjacente, que mede a variação do cabaz de bens definido para o índice harmonizado de preços no consumidor, mas sem a volatilidade dos bens energéticos, alimentares, tabaco e álcool, também acabou por ser confirmada ligeiramente abaixo do valor inicial, passando para 2,9% dos 3% inicialmente reportados.
A energia continua a ser a principal contribuição para a inflação na zona da moeda única, acelerando 44,4%. Ainda assim, este valor é uma redução em relação aos 44,7% reportados no início do mês.
A UE como um todo registou uma variação homóloga de 7,8%, acrescenta o comunicado, o que também representa um crescimento em relação aos 6,2% do mês anterior.
Portugal continua a manter uma das taxas mais baixas do espaço da moeda única, embora o indicador referente à economia nacional tenha avançado significativamente nos últimos meses. A inflação homóloga portuguesa é calculada nos 5,5%, um valor que fica acima apenas de Malta, com 4,5%, e França, com 5,1%.
Segundo os dados confirmados do INE, a taxa de inflação homóloga em Portugal foi de 5,3% em março, um máximo desde 1994.
No outro extremo, a Lituânia vai liderando este ranking, com uma variação homóloga de 15,6%. Segue-se a Estónia, com 14,8%, e a República Checa, com 11,9%.
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