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Mercado de trabalho supera níveis registados em 2019. Emprego na UE fixa-se em 73,1% em 2021

Os Países Baixos registaram uma taxa de emprego de 81,7% entre os 20 e os 64 anos, seguindo-se a Suécia (80,7%) e a República Checa (80%). Portugal apresentou uma taxa de emprego de 75,9%, uma melhoria face a 2020 e 2019.
28 Abril 2022, 10h38

O mercado de trabalho europeu registou melhorias no ano passado quando comparado com 2019, tendo verificado números ainda melhores depois da quebra abrupta em 2020. Em 2021, a taxa de emprego na União Europeia (UE) situou-se em 73,1%, correspondendo a 189,7 milhões de pessoas empregadas no espaço único europeu.

“O mercado de trabalho foi afetado pelas restrições da Covid-19 em 202, mostrando uma diminuição de um ponto percentual em 2019 (72,7%), mas depois recuperou em 2021 com um aumento de 0,4 pontos percentuais quando comparado com 2019”, revelam os dados divulgados esta quinta-feira pelo Eurostat.

O gabinete estatístico europeu adianta que em oito estados-membros a taxa de emprego superou as expectativas e fixou-se acima dos 78%. Os Países Baixos registaram uma taxa de emprego de 81,7% entre os 20 e os 64 anos, seguindo-se a Suécia (80,7%) e a República Checa (80%)

O Eurostat vai mais longe na sua análise e declara que 16 estados-membros excederam o nível de emprego pré-pandémico no ano em questão. “Em 2021, em 16 dos 27 estados-membros, a taxa de emprego atingiu ou excedeu o nível pré-pandemia registado em 2019. Os maiores aumentos de 2019 a 2021 foram registrados na Polónia (+3,1 p.p.), Romênia (+2 p.p.) e Grécia e Malta (ambos +1,8 p.p.).

Quando se analisa a situação portuguesa, é possível observar uma quebra significativa nos dados que comparam 2020 com 2019, ano de maior descida percentual em termos de emprego devido ao fecho de muitas empresas. No entanto, é possível verificar uma melhoria ligeira. Os dados do Instituto Nacional de Estatística mostravam que o desemprego tinha ficado abaixo dos 6% nos últimos três meses.

Em Portugal, a taxa de emprego fixou-se em 75,9%, uma diferença de 1,7 p.p. face ao ano anterior e de uma melhoria ligeira de 0,4 p.p. face a 2019.

Ainda assim, 11 países mostraram uma taxa de emprego mais reduzida em 2021 do que no ano pré-pandemia. Os maiores declínios foram observados na Letónia (-2 p.p.), Estónia e Áustria (-1,2 p.p.), Bulgária (-1,1 p.p.) e Eslováquia (-1 p.p.)


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