O príncipe Carlos do Reino Unido está sob pressão depois de ter sido revelado que uma das suas instituições de caridade aceitou uma doação de 1 milhão de libras (1,21 milhão de euros) da família de Osama bin Laden.
Segundo a “DW” o Fundo de Caridade do Príncipe de Gales recebeu o dinheiro em 2013 vindo de Bakr bin Laden, patriarca da grande e rica família saudita, e do irmão Shafiq. Ambos são meio-irmãos do ex-líder da Al-Qaeda e mentor dos ataques de 11 de setembro aos Estados Unidos, que foi morto pelas forças especiais dos EUA no Paquistão em 2011.
Carlos encontrou-se com Bakr em Londres em 2013, ocasião onde concordou em aceitar o presente. O gabinete de Carlos, Clarence House, confirmou a doação, mas disse que a decisão de aceitar o dinheiro foi tomada pelos curadores da instituição de caridade e não pelo príncipe.
O presidente do fundo, Ian Cheshire, também disse que a doação foi aceita “totalmente” pelos cinco curadores na época e que “qualquer tentativa de sugerir o contrário é enganosa e imprecisa”.
Esta não é a primeira vez que o príncipe é notícia por estes motivos. No mês passado, o Sunday Times informou que Carlos tinha aceite bolsas de dinheiro com 3 milhões de dólares (2,93 milhões de euros) do xeque Hamad bin Jassim bin Jaber Al Thani, ex-primeiro-ministro do Catar.
No ano passado, os media britânicos noticiaram que pessoas associadas a outra instituição de caridade de Charles, a Prince’s Foundation, ofereceram-se para ajudar um milionário saudita a garantir honras e cidadania em troca de doações.
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