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Biden assina esta terça-feira documentos que apoiam adesão da Suécia e Finlândia à NATO

A aprovação de Joe Biden sucede à do Senado na semana passada.
9 Agosto 2022, 15h03

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, vai assinar, esta terça-feira, documentos que apoiam a adesão da Finlândia e da Suécia à NATO, segundo a “Reuters”.

Na semana passada, a esmagadora maioria do Senado dos EUA apoiou a expansão, numa rara demonstração de unidade bipartidária. Tanto senadores democratas quanto republicanos aprovaram a adesão dos dois países nórdicos, descrevendo-os como importantes aliados cujos militares já trabalharam em estreita colaboração com a NATO.

A votação foi um contraste acentuado com A retórica em Washington durante o governo do ex-presidente republicano Donald Trump, que perseguiu uma política externa “America First” e criticou aliados da NATO que não conseguiram atingir metas de gastos com defesa.

A Suécia e a Finlândia solicitaram a adesão à NATO em resposta à invasão russa em 24 de fevereiro da Ucrânia. Moscovo alertou repetidamente os dois países contra a adesão à aliança. Em julho, o vice-presidente do Conselho de Segurança russo, Dmitri Medvedev, garantiu que a Rússia daria uma resposta “simétrica” ao aumento da presença militar da NATO na Finlândia e na Suécia.

Medvedev defendeu ainda que “a decisão sobre a entrada da Finlândia e da Suécia na NATO não reforça a segurança da região. Pelo contrário, torna a situação mais difícil uma vez que se trata de garantir a segurança de todos”.

Os 30 aliados da NATO assinaram o protocolo de adesão para a Suécia e a Finlândia no mês passado, permitindo-lhes juntarem-se à aliança assim que todos os Estados-membros ratificarem a decisão.

A adesão deve ser ratificada por todos os 30 membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte, de forma a que a Finlândia e a Suécia possam ser protegidas pelo artigo cincoº, a cláusula de defesa que diz que um ataque a um aliado é um ataque a todos.

A ratificação pode levar até um ano, embora a adesão já tenha sido aprovada por alguns países, incluindo Canadá, Alemanha e Itália.


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