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Tribunal espanhol chama CEO do NSO Group para testemunhar no caso Pegasus

O tribunal espanhol abriu investigação depois de funcionários do governo terem admitido que o software Pegasus foi usado para espiar ministros do governo central espanhol.
7 Junho 2022, 12h13

O Supremo Tribunal de Espanha convocou esta terça-feira o presidente-executivo da empresa de software israelita NSO Group para testemunhar no caso de espionagem de políticos espanhóis com o software Pegasus, desenvolvido pela empresa.

O juiz José Luis Calama vai viajar para Israel para interrogar o CEO numa chamada comissão rogatória para investigar a espionagem de políticos no país, disse o tribunal em comunicado citado pela “Reuters”. Ainda não foi estabelecida uma data para o depoimento.

O tribunal espanhol já tinha solicitado à NSO informações sobre alguns aspectos do spyware Pegasus, que teria sido usado em outras partes do mundo por governantes autoritários para obter informações sobre políticos da oposição e ativistas da sociedade civil.

Além do CEO do NSO Group o Supremo Tribunal também chamou o ministro espanhol Félix Bolaños para depor em 5 de julho.

O NSO Group e o CEO Shalev Hulio não responderam imediatamente a um pedido de comentários.

A Espanha abriu uma investigação depois de funcionários do governo terem admitido que o software Pegasus foi usado para espiar ministros do governo central, desencadeando uma crise política em Espanha que levou à renúncia da chefe dos serviços secretos Paz Esteban no mês passado.

O governo não detalhou as circunstâncias da espionagem de membros do governo espanhol, como o primeiro-ministro Pedro Sanchez, a ministra da Defesa Margarita Robles e o ministro do Interior Fernando Grande-Marlaska.


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