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Homem é confundido com aliado de Putin a fazer férias na UE

Vladimir Plotnikov foi dos primeiros a ser alvo das sanções ocidentais pela invasão à Ucrânia e estaria impedido de entrar na UE. Contudo, o russo foi erroneamente identificado em fotografias por outra “pessoa com o mesmo nome e sobrenome … que não está listada” entre os sancionados.
19 Julho 2022, 14h54

Um homem foi confundido com um aliado próximo do presidente russo, Vladimir Putin, a aproveitar as férias em Itália, Croácia, Áustria e Eslovénia, apesar das sanções ocidentais que o impedem de entrar na União Europeia (UE) por terra, ar ou mar, segundo a “Newsweek”.

Um homem fotografado de férias em Itália, Croácia, Áustria e Eslovénia, foi confundido com um aliado sancionado de Putin banido da maior parte do continente, segundo autoridades da União Europeia, citadas pela “Newsweek”.

A confusão começou quando os usuários do Instagram viram Vladimir Plotnikov numa fotografia publicada pela sua filha, Sonia, a 16 de julho, a bordo de um barco que atravessa os famosos canais da cidade de Veneza. Outra publicação, dois dias depois, mostrava os dois no que parecia ser um lobby luxuoso do Kempinski Hotel Adriatic Istria, na Croácia.

As histórias temporárias na app sugeriam que, a partir daí, viajaram para ou pela Eslovénia e depois para Viena, na Áustria. Ademais, parece que a família entrou na União Europeia num voo de Istambul para Veneza.

Sonia compartilhou o que chamou de comentários “feios” que recebeu tanto nas suas mensagens diretas como nos seus comentários — referindo-se a opositores à invasão da Ucrânia — , adicionando emojis de risos e palmas, além de escrever “orgulhosa por ser russa”.

No entanto, a UE disse à “Newsweek” que as imagens “parecem ser de uma pessoa com o mesmo nome e sobrenome … que não está listada” entre os sancionados, e não Plotnikov, que foi um dos 350 deputados da Duma visados pelo mecanismo após votar a 15 de fevereiro pelo reconhecimento da autoproclamada República Popular de Donetsk e Luhansk, a cargo de separatistas pró-russos desde 2014, estando sujeito a um congelamento de ativos — todas as contas que ele possui em bancos da UE não estão disponíveis — e a uma proibição da colocação de fundos e recursos económicos à sua disposição.

Artigo corrigido a 25 de julho, às 13:20, para dar conta do erro na identificação do sujeito, com base em informação de um funcionário da UE à “Newsweek”.


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