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Petróleo dispara mais de 2% para 120 dólares depois de embargo à Rússia

Acordo de princípio dos líderes europeus prevê o desmame gradual do petróleo russo até ao fim do ano.
31 Maio 2022, 08h19

O barril de petróleo está hoje a subir mais de 2% para 120 dólares depois de os líderes da União Europeia chegaram a um acordo de princípio na segunda-feira para reduzir em 90% as importações de petróleo da Rússia até ao final deste ano.

Além do embargo ao petróleo, as sanções aprovadas, o sexto pacote, prevê também a retirada do maior banco russo, o Sberbank, do sistema bancário mundial Swift, segundo a “Reuters”.

O acordo “cobre no imediato mais de dois terços das importações de petróleo da Rússia, cortando uma grande fonte de financiamento da sua máquina de guerra. Pressão máxima sobre a Rússia até ao fim do ano”, disse o presidente do Conselho Europeu Charles Michel nas redes sociais.

Dois terços do petróleo russo chegam à UE por via marítima e um terço através do oleoduto de Druzhba. O embargo às importações de petróleo via marítima vai aplicar-se imediatamente a dois terços do petróleo russo.

O embargo atinge o seu pleno (90% até ao final do ano) assim que a Polónia e a Alemanha deixem de comprar o petróleo até ao fim de 2022.

Os restantes 10% vão permitir que vários países continuem a comprar este petróleo: Hungria (sem acesso ao mar e que resistiu ao acordo) assim como a Eslováquia e a República Checa, que dependem do oleoduto, e não conseguem substituir esta fonte facilmente.

Viktor Orban também obteve garantias de outros países que serão aplicadas medidas de emergência em caso de “interrupções súbitas de fornecimento”, com o primeiro-ministro húngaro a temer uma interrupção do fornecimento do oleoduto vindo da Rússia que atravessa a Ucrânia.

Resta saber como é que os estados-membros que recebem petróleo via marítima serão compensados pelos custos mais elevados de compra de crude face aos países que vão continuar ligados ao oleoduto russo.


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