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Reclamações a empresas promotoras de eventos e bilheteiras disparam mais de 250%

A See Tickets e a Ticketline são as entidades com mais queixas, acolhendo 355 do total registado.
8 Setembro 2022, 10h41

O número de reclamações dirigidas a bilheteiras e a empresas promotoras de eventos ou concertos disparam mais de 250% este ano, comparativamente com 2021, quando ainda não havia festivais de verão nem um volume tão grande de acontecimentos culturais. Entre os principais motivos de reclamação estão problemas com os reembolsos, fraude e mau atendimento, revela o Portal da Queixa.

Desde o início de 2022, até ao dia 6 de setembro, os portugueses registaram 901 reclamações nesta categoria, um aumento de 254% em comparação com o período homólogo de 2021, onde foram apresentadas 254 queixas.

A See Tickets e a Ticketline são as entidades com mais queixas, acolhendo 355 do total registado. Seguiram-se a Viagogo (79 reclamações), Blueticket (56) e a Festicket (34).

“De salientar que, comparativamente com 2019 — ano de pré-pandemia e em que se realizaram, à semelhança deste ano, concertos, festivais e espetáculos dentro da normalidade —, verificou-se uma subida ainda mais acentuada do número de reclamações registadas em 2022, a ultrapassar os 1000% de crescimento, durante o mesmo período de análise (1 de janeiro a 6 de setembro)”, indica o comunicado.

Este ano, entre os principais motivos de reclamação estão problemas com o reembolso (39%), fraudes com bilhetes (31%) e queixas por mau atendimento/serviço (19%).


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