[weglot_switcher]

“Pizarro começa mal”. Governo não confirmou reunião que tinha marcada com enfermeiros para amanhã

O Sindepor tinha marcada uma reunião com o Ministério da Saúde para amanhã, mas até ao momento o encontro não foi confirmado. O sindicato fala em “desconsideração e falta de respeito”.
13 Setembro 2022, 20h53

O novo ministro da Saúde, Manuel Pizarro, tomou posse ainda não há uma semana, mas já está a gerar críticas entre os representantes dos enfermeiros. “Pizarro começa mal”. É essa a frase que o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) escolheu para encabeçar a nota em que revela que, até ao momento, o Governo não confirmou (nem desmarcou ou adiou) a reunião que estava prevista para amanhã e que “deveria ser conclusiva sobre o processo de negociações iniciado em maio”.

“O Sindepor lamenta profundamente não ter recebido qualquer informação por parte do Ministério da Saúde sobre a reunião que estava marcada para amanhã. Não confirmaram, não desmarcaram, nem adiaram. Uma reunião que deveria ser conclusiva sobre o processo de negociações iniciado em maio, com vista à resolução das injustiças de que os enfermeiros têm sido vítimas, ao longo dos anos, na atribuição de pontos que permitem progressões de carreira”, salienta a estrutura sindical esta terça-feira em comunicado.

Perante esta situação, o sindicato acusa o Ministério da Saúde de “desconsideração e falta de respeito”. “Não aceitamos que o trabalho em que nos empenhámos ao máximo possa ser em vão. Mas desde já registamos que os anteriores governantes do Ministério da Saúde saem mal e o novo ministro começa também mal”, criticam os representantes dos enfermeiros.

O Sindepor alerta, por outro lado, que com “o desprezo” a que é votada esta “classe profissional” não é, pois, “expectável uma prestação de melhor qualidade no Serviço Nacional de Saúde, nem serão resolvidos tão depressa os graves problemas de que este serviço enferma.”

Ainda assim, o sindicato garante que espera que o novo governante venha a “corrigir a sua postura o mais depressa possível”, a bem do referido processo negocial. “Não toleraremos uma repetição do que aconteceu em 2019, quando a negociação de um Acordo Coletivo de Trabalho foi por água abaixo”, assegura o sindicato.

Caso contrário, os representantes dos enfermeiros já sinalizam que irão recorrer a “todas as formas possíveis de luta”. Isto numa altura, conforme o Jornal Económico já escreveu, as greves estão em máximos de quase uma décadas, na globalidade do mercado de trabalho.


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.