O mercado nacional terminou o dia novamente em baixa, perdendo assim os ganhos de ontem. O PSI-20 fechou com perdas de -5,03% para 3.641,80 pontos. A sessão nacional espelhou as vicissitudes da envolvente externa.
As ações mais penalizadas foram a Altri (-10,05% para 2,88 euros), a Semapa (-9,19% para 7,31 euros) e EDP Renováveis (-8,56% para 9,29 euros), a EDP (-8,65% para 3,31 euros) , a Ibersol (-14,16% para 4,00 euros).
Há uma ação que fechou no verde num mar de perdas: a Corticeira Amorim fechou a subir +1,32% para 7,70 euros.
A Jerónimo Martins perdeu -2,81% para 15,04 euros, ao passo que a Sonae tombou -7,19% para 0,51 euros, apesar do forte aumento do consumo, justificado pela vontade de muitos portugueses de aumentarem as provisões de bens durante este tempo difícil.
Na Europa as medidas governamentais não acalmam investidores e fechou em queda expressiva. O EuroStoxx 50 caiu -5,72% para 2.385,8 pontos.
O FTSE 100 perdeu -4,02% para 5.080,6 pontos; o CAC 40 deslizou -5,72% para 3.754,8 pontos; o Dax recuou -5,56% para 8.441,7 pontos; o FTSE MIB desceu -1,27% (numa queda inferior à dos seus pares) para 15.120,5 pontos; e o IBEX recuou -3,44% para 6.274,8 pontos.
“A sessão de hoje constituiu mais um volteface em relação à sessão anterior. De facto, nos últimos dias, as sessões positivas têm-se alternado com as negativas, embora seja de reconhecer que a magnitude das segundas tem sido superior à das primeiras”, diz o BPI na sua análise.
Já o analista da Mtrader, Ramiro Loureiro, revela que as “principais bolsas europeias fecham em baixa expressiva” e que “as atuações dos vários Governos e bancos centrais ainda não acalmaram os receios dos investidores, até porque o surto tem impacto negativo significativo nas contas empresariais e está a levar muitas cotadas a suspenderem o Outlook dada a incerteza sobre a propagação do vírus”.
As perdas da sessão foram transversais a todos os setores no universo Stoxx 600. Mas o nervosismo dos investidores recaiu sobre os sectores mais expostos à atual conjuntura, como as transportadoras aéreas, as companhias petrolíferas e mineiras, etc, referem os analistas.
Apesar do anúncio de um ambicioso plano de medidas fiscais por parte da Administração Trump, esta decisão acabou por ter um impacto limitado no sentimento dos investidores europeus.
O BPI destaca que “a deteriorar o sentimento dos investidores do Velho Continente esteve porventura a inexistência na União Europeia de um plano fiscal idêntico aos dos EUA e nenhum sinal que a epidemia está a desacelerar”.
No plano macroeconómico os números de vendas de carros na Europa mostraram uma queda de 7,2% em fevereiro (similar à de janeiro), sendo assim o pior arranque desde 2013, aumentando as preocupações dos investidores. Segundo o índice de preços no consumidor, a inflação na Zona Euro não trouxe surpresas e manteve-se nos 1,2% em fevereiro.
Os juros soberanos estão em forte subida. Portugal vês os juros a 10 anos agravarem 17,9 pontos base para 1,449%. Espanha tem os juros a agravarem 18,8 pontos base para 1,221% e Itália a subirem 7,9 pontos base para 2,434%. A Alemanha tem juros a subir 4,98 pontos base para -0,220%.
O petróleo West Texas está a dar um estoiro de 21,89% para 21,05 dólares.
O Brent em Londres cai 13,09% para 24,97 dólares.
O euro cai -1,42% para 1,01841 dólares.
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