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Dicas para poupar mais durante o período de quarentena

Rever despesas, seguros, créditos e prestações para perceber onde se pode cortar e verificar formas de conseguir uma maior poupança. O Doutor Finanças explica qual a melhor forma de rever encargos financeiros depois dos processos de lay-off atingirem 931 mil trabalhadores.
Doutor Finanças
15 Abril 2020, 19h01

Com o processo de lay-off em vigor para muitas trabalhadores, o Doutor Finanças assume que este é o “momento ideal para rever os encargos financeiros para poder poupar mais”.

A empresa especializada em finanças pessoais e familiares explica que este “período excecional de quarentena está a criar grandes desafios às famílias”, uma vez que viram os rendimentos diminuídos por entrarem em lay-off e tiveram de “recorrer às medidas extraordinárias de apoio do Governo aos trabalhadores”.

Para encontrar formas adicionais das famílias conseguirem poupar e ter “alguma folga orçamental”, o diretor-executivo do Doutor Finanças, Rui Bairrada, explica que “ao estarmos em casa existem alguns gastos que deixamos de ter, como é o caso das deslocações para o trabalho ou as refeições fora, mas também pode ser a altura ideal para revermos alguns dos nossos encargos”.

“Agora mais do que nunca é importante ter um plano de poupança”, defende o CEO do Doutor Finanças. Desta forma, os especialistas da empresa recomendam traçar um orçamento familiar inicial, sendo que inicialmente se deve definir um valor para colocar de parte para a poupança e depois enumerar as despesas mensais.

Poupar na prestação do crédito habitação

“Caso o spread no nosso crédito seja superior a 1,4%, esta é provavelmente uma excelente altura para saber se existem bancos que oferecem melhores condições relativamente a esta taxa”, explica a empresa especializada em finanças pessoais, sendo também possível “reduzir a prestação mensal do crédito habitação graças à transferência de crédito”

“Ao ter uma nova proposta, temos a oportunidade de reavaliar outros produtos que não utilizamos ou que vale a pena repensar, como cartões de crédito, as coberturas dos seguros de saúde e outros que tivemos de adquirir no momento do crédito e que nos impedem de fazer uma poupança significativa”, afirmam os especialistas.

Rever apólices de seguros

“Seja de saúde, do carro, da casa, de equipamentos ou mesmo de vida”, refere o Doutor Finanças. Por exemplo, “é possível manter o crédito habitação na atual entidade bancária e mudar os seguros para outra entidade”, sendo que esta ação poderá ajudar a reduzir os encargos mensais.

Rever os créditos ativos

“Se tem vários créditos, como por exemplo, um crédito para o computador ou algum eletrodoméstico e ainda cartões de crédito, é natural que, especialmente nesta fase, o bolo de todas as prestações pese no orçamento”, explicam, acrescentando que “pode poupar se juntar todos os créditos num só através da consolidação dos mesmos”.

Rever o pacote de telecomunicações

“A solução pode passar por olhar para a fatura de telecomunicações e saber exatamente que canais temos, qual a velocidade da internet e qual o período de fidelização e reavaliar as suas reais necessidades para esta fase. Com essa base, é possível rever as atuais condições contratuais e, quem sabe, fazer mudanças que podem gerar acréscimos de poupança no final do mês”.

No entanto, os especialistas referem que é importante “ter em atenção os períodos de fidelização” e que se “ainda estiver dentro deste período, é possível que não consiga fazer alterações aos contratos”, sendo preferível entrar em contacto com a operadora.

“Ainda assim, o Governo legislou de forma a permitir que uma família que tenha visto os seus rendimentos diminuírem em 20% ou ter sido afetada pelo desemprego pode romper com o contrato de telecomunicações sem que tenha de compensar o fornecedor”, apontam, explicando que esta medida é apenas temporária.

“Também deve rever as condições da sua internet”, uma vez que em teletrabalho “é natural recorrer mais a este serviço”.

Rever subscrições de serviços

À distância de um clique e com preços algo acessíveis, os serviços de streaming e de mobilidade partilhada aumentaram a presença em Portugal, por isso o Doutor Finanças refere que “é natural que percamos conta àqueles que temos”.

Assim, “é importante manter alguns destes serviços para nos “distrairmos” e há até canais que estão a oferecer as mensalidades durante este período excecional”. Ainda assim, os especialistas defendem ser importante avaliar se estes serviços são essenciais e cortar os que não são, permitindo uma maior poupança com a redução de despesas.

Como gerar ainda mais poupança

“Além de poder aumentar o seu fundo de emergência com a poupança obtida, existem também outras opções que podem gerar ainda mais poupança”, como é o exemplo de um depósito a prazo, embora “a sua rentabilidade não ser muito alta, atualmente os depósitos a prazo são produtos seguros de capital garantido”.

De acordo com o Doutor Finanças, uma forma de gerar mais poupança é um plano poupança-reforma, também conhecido por PPR. “Mesmo que ainda esteja longe da idade da reforma, isso não é motivo para deixar de pensar nela. Aliás, o início da vida profissional é um momento muito importante para planear e preparar a reforma”.

“Em situações mais críticas a nível financeiro, o seguro de saúde tende a ser considerado como uma despesa dispensável. No entanto, as possíveis consequências da desistência deste tipo de serviço podem não ser agradáveis, uma vez que um imprevisto de saúde pode deixá-lo numa situação ainda mais frágil”, admitem os especialistas.


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