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“Impeachment” regressa ao léxico do povo brasileiro

Caso se confirme que Moro quer ser presidente, os dias de Bolsonaro podem estar contados. Mas é claro que resta sempre a opção militar.
9 Maio 2020, 20h00

Depois de Dilma Rousseff ter sido retirada da presidência com um impeachment que acabou por ser aceite pelas duas câmaras de Brasília e de o seu sucessor, Michel Temer, ter escapado por pouco a uma circunstância idêntica – face à sua assídua presença do seu nome no volumoso dossier do processo “Lava Jato” – é a vez de Jair Bolsonaro ser colocado em fila para um possível novo processo.

E se até há alguns dias essa possibilidade era apenas académica – e matéria presente nos sonhos do ex-presidente Lula da Silva, que já o pediu – de repente tudo mudou. Dois fatores contribuíram definitivamente para isso. O primeiro, e talvez o fundamental, foram as declarações do anterior ministro da Justiça, Sérgio Moro. É que as declarações do ex-superministro – segundo as quais Bolsonaro interferiu na Polícia Federal por motivações políticas pessoais – não podem ter sido ditas de ânimo leve: Moro nunca antes fez declarações públicas infundadas (mesmo nas vezes em que faltou à verdade).

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