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Facebook e Instagram vão permitir bloquear anúncios políticos

O Facebook e a sua subsidiária Instagram vão dar aos seus utilizadores a opção de desativar os anúncios políticos quando eles aparecerem ou podem simplesmente bloqueá-los através de recursos de configuração.
17 Junho 2020, 11h35

Depois de meses de pressão, Mark Zuckerberg anunciou que vai introduzir uma nova funcionalidade na rede social Facebook que permite aos utilizadores desativar anúncios de campanhas políticas, com as eleições dos Estados Unidos à porta.

O Facebook segue as pisadas da rede social Twitter que já tinha desativado as campanhas publicitárias em outubro de 2019, segundo a “BBC”.

O Facebook e a sua subsidiária Instagram darão aos utilizadores a opção de desativar os anúncios políticos quando eles aparecerem ou podem simplesmente bloqueá-los através de recursos de configuração.

O recurso, que começará a ser lançado hoje, dia 17 de junho, permite que os utilizadores desativem anúncios de questões políticas, eleitorais e sociais de candidatos e outras organizações que têm o aviso de isenção de responsabilidade política “pago por” identificado na publicação.

Mark Zuckerberg, presidente executivo do Facebook sublinha que “para aqueles que já se decidiram e querem que a eleição termine, nós estamos atentos, por isso vamos introduzir a capacidade de desativar os anúncios políticos”.

O Facebook disse que planeia disponibilizar o recurso para todos os utilizadores dos Estados Unidos nas próximas semanas, estendendo a função a outros países a partir do outono deste ano.

A outra iniciativa promovida pelo Facebook, tem como objetivo incentivar os utilizadores a deslocarem-se às urnas de voto, através de um novo centro de informações disponível na rede social com o nome ‘The Voting Information Center’. As informações oferecidas incluem como se registar para votar e detalhes sobre os votos por correspondência.

“Votar é voz. É a expressão mais poderosa da democracia, a melhor maneira de responsabilizar os nossos líderes e como lidamos com muitos dos problemas que o nosso país está a enfrentar”. Escreveu Zuckerberg na sua página de Facebook.

O Facebook também disse que vai partilhar “informações confiáveis” ​​das autoridades eleitorais estaduais e locais. A rede social estima que as novas funcionalidades cheguem a 160 milhões de norte-americanos até às eleições de 3 de novembro.


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