Tal como no início da sessão, o PSI 20 encerrou o dia de hoje em terreno negativo desvalorizando 2,25% para 4.296,78 pontos, à semelhança das restantes praças europeias. Esta queda deveu-se à derrapagem da Pharol e Jerónimo Martins. Olhando para os ativos negociados na principal praça nacional, nenhum encerrou a sessão desta quinta-feira no ‘verde’.
O maior tombo registado esta tarde foi o da Jerónimo Martins, que deslizou 3,77% para 14,19 euros, um dia depois da retalhista ter anunciado uma queda de 36,2% nos lucros semestrais para 104 milhões de euros, com o EBITDA a descer 4,9% atingindo os 635 milhões de euros, devido à pandemia da Covid-19. Já Pharol seguiu a tendência caindo 3,44% para 0,1180 cêntimos, tal qual a Sonae que recuou 3,05% para 0,5890 cêntimos.
A Galp também não escapou ao negativismo, tendo encolhido 3,34% para 9,09 euros, à semelhança da Mota-Engil e Ibersol que desvalorizaram 3,19% para 1,152 euros e 2,15% para 5,46 euros, respetivamente.
As quedas mais ligeiras, em comparação, registaram-se junto da EDP (0,39% para 4,29 euros), da Sonae Capital (0,62% para 0,4770 cêntimos), da EDP Renováveis (1,00% para 13,86 euros) e da Nova Base (1,25% para 3,150 euros).
Já a cotação dos direitos de subscrição ao aumento de capital de 1,02 mil milhões de euros da EDP para financiar parte da compra da espanhola Viesgo caíram 2,30% para 0,085 euros cada na Euronext Lisbon.
“Bolsas europeias fecham a sessão em baixa expressiva, contrastando com as perdas ligeiras das bolsas em Wall Street, sendo que à hora do fecho europeu o Nasdaq100 negociava no verde”, começa por escrever Ramiro Loureiro.
As praças europeias acompanharam a tendência, sendo que a queda mais expressiva regista-se na bolsa alemã DAX que perdeu 3,45% para 12,380 pontos. A IBEX35 segue o ritmo, desvalorizando 2,91% para 6,997 à semelhança da EuroStx50 e da britânica Ftse100 que perde 2,79% para 3,208 pontos e 2,31% para 5,990 pontos. A francesa CAC40 é a que menos desvaloriza, apesar de ser uma perda expressiva à mesma: 2,13% para 4,583 pontos.
” As perdas foram transversais a todos os setores com o Viagens & Lazer a ser a exceção. No seio empresarial Safran, AB InBev e AstraZeneca destacaram-se pela positiva, após apresentarem resultados. Já a Renault e Volkswagen apresentaram quedas expressivas (superiores a 6%) depois de terem divulgado contas”, continua.
“Na Zona Euro a confiança melhorou em julho, com Portugal a acompanhar”. refere ainda o analista de mercados do Millenium BCP. ” Foco também para a União Europeia que não mostrou sinais de reabrir as suas fronteiras aos americanos, voltando atrás no plano de permitir a entrada a mais viajantes estrangeiros”.
Tagus Park – Edifício Tecnologia 4.1
Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, nº 71 a 74
2740-122 – Porto Salvo, Portugal
online@medianove.com