O CDS apresentou nesta terça-feira um requerimento para a audição com carácter de urgência do governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, e do ministro de Estado e das Finanças, João Leão, devido às conclusões da auditoria à gestão do Novo Banco, que acaba de ser entregue aos deputados da Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da República. Um documento que, “de acordo com o que está a ser noticiado pela comunicação social, revela perdas muito avultadas”, as quais superam quatro mil milhões de euros entre 4 de agosto de 2014 e 31 de dezembro de 2018.
Numa altura em que já se encontram agendadas audições com o presidente do conselho de administração do Novo Banco, António Ramalho, e com o presidente do Fundo de Resolução, Máximo dos Santos, para os dias 15 e 16, os centristas defendem que ouvir Mário Centeno – até há poucos meses responsável pela pasta das Finanças – e João Leão torna-se ainda mais necessário tendo em conta que, segundo o mecanismo de capital contingente desenhado aquando da venda da maioria do capital social da instituição financeira nascida do colapso do Banco Espírito Santo, caberá ao Fundo de Resolução, “com recurso a empréstimos do Estado e, consequentemente, dos contribuintes portugueses”, responder pelas perdas relacionadas com alguns ativos em determinadas circunstâncias até ao montante de 3.900 milhões de euros.
A deputada centrista Cecília Meireles irá revelar a posição do partido quanto à auditoria ao Novo Banco às 15h00 na Assembleia da República.
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