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CDS quer ouvir explicações de Mário Centeno e João Leão devido à auditoria ao Novo Banco

Centristas destacam que perdas no Novo Banco, avaliadas em mais de quatro mil milhões de euros na auditoria da Deloitte, serão compensadas pelo Fundo de Resolução “com recurso a empréstimos do Estado e, consequentemente, dos contribuintes portugueses”
Mário Cruz/Lusa
1 Setembro 2020, 13h13

O CDS apresentou nesta terça-feira um requerimento para a audição com carácter de urgência do governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, e do ministro de Estado e das Finanças, João Leão, devido às conclusões da auditoria à gestão do Novo Banco, que acaba de ser entregue aos deputados da Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da República. Um documento que, “de acordo com o que está a ser noticiado pela comunicação social, revela perdas muito avultadas”, as quais superam quatro mil milhões de euros entre 4 de agosto de 2014 e 31 de dezembro de 2018.

Numa altura em que já se encontram agendadas audições com o presidente do conselho de administração do Novo Banco, António Ramalho, e com o presidente do Fundo de Resolução, Máximo dos Santos, para os dias 15 e 16, os centristas defendem que ouvir Mário Centeno – até há poucos meses responsável pela pasta das Finanças – e João Leão torna-se ainda mais necessário tendo em conta que, segundo o mecanismo de capital contingente desenhado aquando da venda da maioria do capital social da instituição financeira nascida do colapso do Banco Espírito Santo, caberá ao Fundo de Resolução, “com recurso a empréstimos do Estado e, consequentemente, dos contribuintes portugueses”, responder pelas perdas relacionadas com alguns ativos em determinadas circunstâncias até ao montante de 3.900 milhões de euros.

A deputada centrista Cecília Meireles irá revelar a posição do partido quanto à auditoria ao Novo Banco às 15h00 na Assembleia da República.


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