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SIC lidera audiências há ano e meio mas TVI ficou a menos de quatro pontos percentuais da rival em agosto

No universo das televisões generalistas, a SIC terminou o mês de agosto a liderar, embora a TVI tenha recuperado bom terreno à rival. Em ambos os canais o segmento da informação foi importante, bem como a ficção.
1 Setembro 2020, 14h25

A TVI registou uma “subida sólida” nas audiências pelo quinto mês consecutivo, alcançando 15,6% de share em agosto, o que deixou a estação de Queluz de Baixo a apenas 3,9 pontos percentuais da liderança da SIC. Ainda assim, a SIC segurou a liderança mensal com um share de 19,5%, segundo o anunciado pelas duas estações de televisão esta terça-feira, 1 de setembro. Com um share de 11,8%, a RTP1 ficou a alguma distância das outras duas televisões em sinal aberto.

A SIC lidera as audiências há 19 meses consecutivos e lidera no ano de 2020 com 20,2% de share. Em agosto, a liderança da SIC continou a estender-se a aos alvos comerciais mais jovens: “no target A/B C D 15/54, a SIC liderou em agosto, no universo dos canais generalistas, com 16,1% de share, contra os 11,5% da TVI e os 5,8% da RTP1; no target A/B C D 25/54, a SIC liderou com 16,2% de share, contra os 11,4% da TVI e os 6,1% da RTP1″.

A liderança da televisão do grupo Impresa foi justificada pelas boas audiências do “Jornal da Noite”, o programa de informação mais visto de segunda a domingo”, do “Primeiro Jornal” ou da telenovela “Nazaré”, que alcançou uma audiência média de 1.327.300 telespetadores.

Assim, “a SIC manteve em agosto a sua extraordinária performance no prime time [horário nobre] e terminou o mês a liderar com 24,7% de share contra 19,6% de share da TVI e 11,9% de share da RTP1″.

No horário da manhã (day time), a SIC diz ter registado um share de 18,1%, o que faz da estação o canal mais visto em agosto no período da manhã, entre as 8h00 e as 14h00. “O destaque vai para o programa Casa Feliz aos dias úteis e para o programa Olho Baião! aos fins de semana que terminaram o mês a liderar”, lê-se no comunicado.

No período horário da tarde, entre as 14h00 e as 20h00, a SIC manteve também a liderança “e terminou o mês de agosto com 18,4% de share” nesse horário.

O mesmo comunicado salienta, ainda, que a SIC Notícias, no segmento da informação, foi o canal de informação com maior audiência em agosto. A SIC Notícias terminou o mês de agosto com 1,9% de share e a subir 0,1 ponto percentual face a julho.

Já para os lados de Queluz de Baixo, a equipa de Nuno Santos mostra-se satisfeita com os resultados obtidos. O share de 15,6% significa que a estação de Paço d’Arcos está cada vez mais perto. Assim, aliando o resultado do mês de agosto com o regresso de Cristina Ferreira à TVI, em setembro, a direção da estação pode ter agora um estímulo para superar a rival SIC nos últimos quatro meses do ano.

É o “melhor resultado dos últimos 15 meses”, lê-se no comunicado da estação liderada por Nuno Santos. O resultado alcançado teve um forte contributo dos programas de informação, que cresceram “10%, tanto no Jornal da Uma como no Jornal das 8, e os dois espaços informativos reforçaram as suas posições face à concorrência, nos respetivos horários de exibição”.

No horário nobre, a estação de Queluz de Baixo registou um share de 19,6%, de acordo com os dados da CAEM/GFK, o que corresponde “ao melhor valor desde maio de 2019”. Além da informação, também a ficção se revelou importante neste horário, com destaque para a telenovela “Quer o Destino”, que “continuou a somar espetadores e cresceu 7% em relação a julho”. Contudo, ainda abaixo do resultado do principal produto de ficção da SIC: o programa da TVI registou uma audiência média de 1,1 milhões de espectadores no decurso do mês de agosto.

No day time, “foram determinantes os contributos do Você na TV, que cresceu 8% face ao mês anterior e do programa A Tarde É Sua, que cresceu 21%”.

Os resultados da TVI beneficiou também da audiência gerada pela final da Liga dos Campeões, no dia 23 de agosto. A partida que opôs Bayern de Munique ao Paris Saint-Germain captou uma audiência média de 1,894 milhões de espectadores, “a que correspondeu um share de 40,8%”.


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