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Festa do Avante: PCP classifica tentativas de impedir evento como “gigantesca operação reacionária”

As ditas “operações reacionárias”, de acordo com o PCP, têm sido levadas a cabo do “PSD ao CDS, Iniciativa Liberal ou Chega ou mesmo a sectores do PS, foi uma das mais obscuras campanhas antidemocráticas das últimas décadas”.
Flickr/Festa do Avante
3 Setembro 2020, 12h27

O PCP apontou que as diversas tentativas de impedir a realização da festa do Avante como “gigantesca operação reacionária”, segundo o editorial do jornal “Avante”, publicado esta quinta-feira, 3 de setembro.

“Trata-se de uma gigantesca operação reacionária que mais do que a Festa, visa atacar o PCP e sobretudo abrir caminho à limitação do exercício de direitos e liberdades dos trabalhadores e do povo, designadamente o direito de resistirem à liquidação dos seus direitos, como se viu com a campanha contra o 1.º de Maio”, apontam os comunistas.

As ditas “operações reacionárias”, de acordo com o PCP, têm sido levadas a cabo do “PSD ao CDS, Iniciativa Liberal ou Chega ou mesmo a sectores do PS foi sob uma das mais obscuras campanhas antidemocráticas das últimas décadas”.

“Os grandes interesses económicos dominantes, desde 1976, sempre tentaram impedir a realização da Festa do Avante!, sem que o tenham conseguido. Hoje, o que pretendem, a coberto da epidemia e da estratégia do medo, é tentar condicionar a sua realização, não por razões de proteção sanitária mas porque querem impedir a associação das medidas de proteção sanitária, que serão cuidadosamente asseguradas”, garante o partido liderado por Jerónimo de Sousa.

Os comunistas sublinham ainda que “querem impedir que se ouça a voz daqueles que criticam a situação de um país dominado pelo grande capital e pelas imposições da União Europeia, dos que denunciam a situação criada aos trabalhadores, aos reformados, aos jovens, aos micro, pequenos e médios empresários, aos trabalhadores da cultura”.

“A Festa do Avante!, um ato responsável organizado com a máxima exigência de proteção que o PCP não descura e promove, é um contributo para afirmar o bem-estar, a saúde e a fruição da vida”, reforça o partido.

A festa dos comunistas tem gerado controvérsia tendo em conta que os ajuntamentos de pessoas não são recomendáveis. A última tentativa de impedir o evento veio de uma ação, que deu entrada no tribunal do Seixal, da parte do empresário Carlos Valente. Segundo o Observador, o tribunal não aceitou a providência cautelar que tinha como objetivo impedir a festa do Avante.

O evento do PCP vai ter lugar entre 4 e 6 de setembro no concelho do Seixal, distrito de Setúbal. A lotação máxima é de 16.563 pessoas é uma das alterações da festa do Avante, bem como a redução de 10 palcos para três e a proibição de bebidas alcoólicas nos recintos dos espetáculos.

 


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