O secretário regional da Economia, Rui Barreto, lamentou a postura que a República tem tido perante a Madeira.
O governante lamentou que a Madeira tenha de pagar mais 80 milhões de euros, por a República não ter dado um aval a um empréstimo da região, durante a discussão na especialidade do Orçamento Regional da Madeira e do Plano e Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração da Região Autónoma da Madeira (PIDDAR), que decorre esta quarta-feira na Assembleia Legislativa da Madeira.
Rui Barreto lamentou também que a República não isente os empresários que têm empresas com sede na região do pagamento da TSU, e criticou a República por estar preparada para injetar 3,5 mil milhões de euros na TAP, “apesar de não se ter preocupado com a forma com a TAP gere as ligações com a Madeira e a diáspora”.
O governante acusou a República de vedar o acesso das empresas regionais aos apoios nacionais, e defendeu que a Madeira e os Açores devem ter mecanismos que lhes permita reduzir as dependências.
“A Madeira e os Açores devem ter direito a sistema fiscal próprio, de modo a serem fiscalmente mais competitivas a nível internacional”, afirmou o secretário regional da Economia.
“É preciso fazer Lisboa entender que o Centro Internacional de Negócios (CINM) é um instrumento importante para a região e país”, reforçou.
O governante disse ainda ter pena que o representante da República na região, referindo-se ao PS, tenha abdicado da liderança da oposição, e pediu ao PS que “meta a mão na consciência e comece a defender os interesses da Madeira”.
Rui Barreto vincou que “Lisboa já não é a capital do império” e que a lógica do colonialismo “está fora de moda”.
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