A 40.ª edição do Rally Dakar começa este sábado em Lima, Peru. A prova-maratona idealizada por Thierry Sabine decorre até dia 20 de janeiro, colocando homem e máquina à prova ao longo de quase 10 mil quilómetros (km) entre Peru, Bolívia e Argentina.
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A prova, dividida por 14 etapas, põe em competição 523 participantes, entre homens e mulheres, em 335 veículos, divididos pelas categorias Moto (139), Quads (49), Auto e SxS (103) e Camiões (44). A representar Portugal entram na prova 10 portugueses.
Joaquim Rodrigues (Hero) e Fausto Mota (KTM) marcam presença nas motos, enquanto Carlos Sousa (Renault), André Villas-Boas (Toyota), que leva o motard Rúben Faria como navegador, e Filipe Palmeiro (Mini), como navegador do chileno Boris Garafulic, competem nos carros.
A partcipação de Carlos Sousa, que o próprio considerou “inesperada” quando foi anunciada, marca o regresso do mais bem sucedido piloto português ao Dakar. O automobilista estreou-se em 1996, sendo esta a sua 17.ª participação. O melhor resultado de Carlos Sousa foi alcançado em 2003, com um 4.º lugar, ao volante de um Mitsubishi Strakar. O português soma ainda um total de dez presenças no top10 da classificação geral.
Também a participação de André Villas-Boas é de salientar. O mundialmente conhecido treinador de futebol já fez saber cumpre a “ambição de uma vida”, embora o próprio tenha definido como único objetivo possível “conseguir terminar a prova”.
Pedro Mello Breyner (Yamaha), acompanhado por Pedro Velosa, são a presença lusa na estreia da classificação SSV (buggys).
A “delegação” lusa fica completa com Armando Loureiro, mecânico do francês Michel Boucou (DAF), e com Marco Moreiras, mecânico na equipa do alemão Matthias Behringer (MAN), ambos na categoria de camiões.
A presença nacional no Rally Dakar, que se realiza desde 1979, fica ainda marcada pelas ausências de Mário Patrão (KTM), por causa de uma apendicite, e de Paulo Gonçalves, por lesão num ombro, ambos motards.
Para não variar, o grande favorito à vitória neste rali é Stéphane Peterhansel (Peugeot), que já é apelidado de “senhor Dakar” e que procurará o seu 14.º titulo, entre motos e carros. O catari Nasser Al-Attiyah (Toyota), os espanhóis Nani Roma (Mini) e Carlos Sainz (Peugeot), antigos campeões, e os franceses Sebástien Loeb (Peugeot), o grande rival de Peterhansel e nove vezes campeão do mundo de ralis, e Cyril Després, cinco vezes campeão do Dakar nas motos, são os restantes pilotos no lote dos preferidos.
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Nas motos, Sam Sunderland (KTM), vencedor em 2017, é também um nome a anotar, além do austríaco Matthias Walkner (KTM), do espanhol Joan Barreda (Honda) e do chileno Pablo Quintanilla (Husqvarna).
O Dakar, que se realiza no continente sul-americano desde 2009, arranca hoje no Peru com uma primeira etapa de 242 km e uma especial de 31 km, ligando Lima a Pisco. A prova começa por volta das 13h00 (hora de Lisboa), estando o início da especial marcado para as 16h00.
Em território peruano, o Rally Dakar passa, entre dunas, por Lima, Pisco, San Juan de Marcona e Arequipa.
Chegados à Bolívia, os concorrentes terão como principal adversário a altitude, com cinco dias de prova a mais de 3.000 metros acima do nível do mar. A jornada de descanso é no dia 12 de janeiro, em La Paz, capital do país.
Na Argentina, por fim, decorrerão as últimas seis etapas daquela que é considerada a mais longa e mais dura competição de rali de todo-terreno do mundo.
O percurso, de acordo com a organização, foi desenhado para ser “desafiante” e para apresentar “condições climatéricas difíceis” e dificuldades acrescidas aos pilotos. No final terão sido percorridos um total de 8.276 quilómetros.
Etapas Dakar 2018:
06 jan: 1.ª etapa, Lima — Pisco, 272 km (especial cronometrada de 31 km).
07 jan: 2.ª etapa, Pisco – Pisco, 278 km (especial cronometrada de 267 km).
08 jan: 3.ª etapa, Pisco — San Juan de Marcona, 501 km (especial cronometrada de 295 km)
09 jan: 4.ª etapa, San Juan de Marcona – San Juan de Marcona, 444 km (especial cronometrada de 330 km).
10 jan: 5.ª etapa, San Juan de Marcona — Arequipa, 932 km (especial cronometrada de 267 km).
11 jan: 6.ª etapa, Arequipa – La Paz, 758 km (especial cronometrada de 313 km).
12 jan: Dia de descanso.
13 jan: 7.ª etapa, La Paz — Uyuni, 726 km (especial cronometrada de 425 km).
14 jan: 8.ª etapa, Uyuni — Tupiza, 584 km (especial cronometrada de 498 km).
15 jan: 9.ª etapa, Tupiza — Salta, 754 km (especial cronometrada de 242 km).
16 jan: 10.ª etapa, Salta – Belén, 795 km (especial cronometrada de 372 km).
17 jan: 11.ª etapa, Belén — Fiambalá/Chilecito, 746 km (especial cronometrada de 280 km).
18 jan, 12.ª etapa, Fiambalá/Chilecito — San Juan, 791 km (especial cronometrada de 522 km).
19 jan, 13.ª etapa, San Juan — Córdoba, 927 km (especial cronometrada de 368 km).
20 jan, 14.ª etapa, Córdoba – Córdoba, 284 km (especial cronometrada de 119 km).
Como acompanhar a prova?
Em Portugal, acompanhar o Rally Dakar pode não ser fácil devido à diferença horária. De 6 a 20 de janeiro, o canal por cabo Eurosport apresenta um magazine diário de 30 minutos, por volta das 22h00, resumindo tudo o que acontece no mítico rali. O resumo da jornada contará com várias entrevistas.
Também a estação pública de radiotelevisão, que é a parceira oficial do Dakar em Portugal, vai transmitir especiais. Na RTP 1 e na RTP 3 haverá programas com duração de cerca de 10 minutos, após a meia noite.
No caso de não conseguir acompanhar a prova de rali mais dura do mundo pela televisão, tem sempre o site do Rally Dakar e as respetivas redes sociais.
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