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Manobras de Guerrilha. Bruno Vieira Amaral em crónicas

Bruno Vieira Amaral regressa às estantes das livrarias com algo novo, mas que não é inteiramente novo.
12 Janeiro 2018, 11h00

Chama-se “Manobras de Guerrilha” e constitui a reunião em livro de alguns dos textos que o autor considerou mais memoráveis, anteriormente publicados em jornais, blogues ou apresentados em conferências e encontros de escritores. Surge pela mão da Quetzal e sucede a “Hoje Estarás Comigo no Paraíso”.

Este, um romance diferente – trata-se de uma investigação literária, porque se trata de um romance, mas também factual, pela consulta de documentos, de lembranças e de memórias familiares, mas que é sempre um romance – confirmou, se havia dúvidas, o autor no panorama literário nacional, com uma história que até começou no livro anterior, “As Primeiras Coisas”, em 2014, com uma pequena referência à história, que aparece fugazmente. Este, o primeiro romance, foi uma obra que arrebatou cinco prémios, entre eles o Prémio Saramago, o PEN Clube Narrativa e o Prémio Fernando Namora.

Nestas crónicas que são “Manobras de Guerrilha”, Bruno Vieira Amaral desfila a enorme capacidade de escrita num número apreciável de situações – são 26 textos, outrora dispersos e agora juntos, onde surgem Maradona, Susan Sontag, se fala de pugilismo e de Chateaubriand, se aborda o sexo anal e se referem transportes públicos e Budapeste, David Bowie ou Woody Allen. São textos sobre literatura, atletismo, jogos de vídeo, boxe, futebol, escritores que amamos e escritores que não amamos, adolescência, idade adulta e viagens literárias.


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