O ministro do Interior de Espanha, Juan Ignacio Zoido defendeu, esta quinta-feira, nas Cortes, a atuação das forças de segurança na Catalunha para impedir a realização do referendo independentista, ilegal aos olhos da lei espanhola.
No dia 1 de outubro, garantiu, “a atuação foi legítima, profissional e proporcional” face à “absoluta passividade e pouca colaboração” dos Mossos d’Esquadra, a polícia da Catalunha, e à violação da lei por parte do governo catalão.
“Legítima”, mas com um custo: 87 milhões de euros é quanto somam as despesas de deslocação, alojamento e alimentação das forças policiais enviadas por Madrid, segundo Juan Ignacio Zoido.
“Nós, todos os espanhóis pagámos pela irresponsabilidade do governo pró-independência”, sublinhou o ministro citado pelo jornal El País.
A operação envolveu em média 4.500 agentes, um número que subiu para 6.000 nos dias 30 de setembro e 1 e 2 de outubro.
As forças policiais encerraram 113 centros de votação e cerca de uma centena não abriu dada a presença das forças policiais.
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