A Câmara Municipal do Funchal divulgou esta segunda-feira o relatório de peritagem, elaborado pelo arboricultor, Pedro Ginja para a autarquia, relativo ao Monte. Neste documento é dito que o carvalho que caiu no Largo da Fonte se encontrava em bom estado e que esta queda se deveu a diversos fatores.
“A árvore apresentava um bom estado global”, diz a peritagem feita à árvore. “A sua copa encontrava-se em bom estado sanitário geral, com uma estrutura de ramos e raminhos normal, não apresentando uma densidade reduzida ou presença de ramos ou raminhos secos”, acrescenta o relatório.
“A densidade foliar era normal e, em geral, as folhas apresentavam um aspeto viçoso. Observaram-se algumas folhas com fumagina”, destaca o documento.
O relatório diz que o carvalho, devido à “sua protecção pelas árvores envolventes, era um exemplar seguro” acrescentando que a peritagem “não identificou alterações que tivessem causado stresse a este carvalho que colocassem em causa a sua vivência e a sua mecânica”.
“O carvalho apresentava evidências da realização de operações de manutenção através da execução de intervenções de poda de ramos no tronco e ramos principais”, diz o documento.
O relatório diz que os factores que levaram à queda da árvore estiveram relacionados com “aspetos de predisposição e condições de desenvolvimento do espécime e outros que poderão ter origem externa e de mais complexa análise”.
O documento identifica a árvore tombada como sendo um carvalho da espécie Quercus robur L. e que a árvore estava “num talude muito inclinado”(80%), e que este carvalho cresceu “em forte competição” com um til levando a que o carvalho se desenvolvesse para o lado poente.
A peritagem conclui que quanto à fertilidade do solo “as condições encontradas são as adequadas” ao bom desenvolvimento da espécie.
Num dos ramos foi identificado “uma lesão com podridão” que foi atribuída à existência de um toco. “Este ramo foi
removido numa operação de manutenção de poda realizada de forma incorreta”, diz a peritagem.
A peritagem identificou a presença de um fungo. “A lesão nesta zona da árvore não teve qualquer intervenção na sua queda”, diz o relatório.
O documento acrescenta que ao nível da parte central da raiz “existia uma pequena zona de podridão de
forma cónica, processo normal na espécie e, de uma forma geral, nas árvores folhosas com o avançar da idade”.
A peritagem diz que esta podridão “não teve uma participação significativa” na queda da árvore.
“Da análise dos parâmetros meteorológicos nos meses precedentes ao acidente e no dia do mesmo, conclui-se não existirem variações ou ocorrências significativas que justifiquem a queda da árvore”, realça o relatório.
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