Alberto João Jardim, ex-presidente do Governo Regional da Madeira, afirmou que Pedro Passos Coelho não vai deixar saudades “nenhumas” no PSD, numa entrevista à TSF esta sexta-feira.
Questionado sobre o atual momento que o PSD atravessa, Alberto João Jardim disse que se trata de uma fase de rotura, certo de que Pedro Passos Coelho não deixará saudades. “Penso que pode ser uma rotura e é necessário que seja, tanto sob o ponto de vista ideológico, como do ponto de vista estratégico, como sob o ponto de vista de pessoas”, afirmou.
Em vésperas do 37.º congresso dos sociais-democratas, Jardim disse ainda que vai marcar presença no encontro em Lisboa, que culminará na tomada de posse de Rui Rio, que simboliza a reconciliação do madeirense com o partido
“Passos Coelho resulta de um truque que também fizeram aqui na Madeira, que foi a entrada de muita gente no partido e terem conseguido eleger a direção que interessava aos interesses económico-financeiros do país para se fazer o ajustamento económico e financeiro em termos de obediência às entidades estrangeiras, a União Europeia, o Fundo Monetário Internacional, etc”.
Para João Jardim, que apoia a liderança de Rui Rio, “a máquina do partido” estava feita para eleger Pedro Santana Lopes, no dia 13 e janeiro, dando a entender que o antigo primeiro-ministro daria espaço ao estilo de liderança de Passos Coelho.
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