O presidente chinês, Xi Jinping, ameaçou esta terça-feira a província de Taiwan com um “castigo histórico” caso avance com alguma tentativa de separação da República da China. A ilha chinesa autoproclama-se independente e soberana, mas Xi Jinping garante que as ações separatistas estão “condenadas ao fracasso” e serão devidamente punidas.
“É uma aspiração partilhada por todos os chineses de que os seus interesses básicos para salvaguardar a soberania e a integridade territorial da China sejam salvaguardados e se realize a completa reunificação da China”, afirmou o líder chinês no discurso de encerramento da sessão anual da Assembleia Nacional Popular (ANP).
Xi Jinping garantiu que “quaisquer ações e truques para dividir a China estão condenados ao fracasso e serão punidas pelo povo e castigadas pela história”: “O povo chinês partilha a crença de que não é permitido e é absolutamente impossível separar um quilómetro que seja do território daquele que é o nosso grande país”.
No entanto, as tentativas separatistas têm vindo de várias frentes, como é o caso da Formosa, Hong Kong e Taiwan. No caso de Taiwan, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incendiou os ânimos em Pequim, ao estabelecer em dezembro de 2016 o primeiro contacto telefónico com Taiwan, depois de as relações diplomáticas terem estado cortadas durante quase quarenta anos.
Atualmente, Taiwan tem apenas 21 aliados diplomáticos, vários deles na América Central. Nos últimos tempos, a China tem procurado pressionar Taiwan através do estabelecimento de relações diplomáticas com países que anteriormente reconheciam Taiwan. O caso mais recente foi o de São Tomé e Príncipe.
A China defende a “reunificação pacífica” com Taiwan, o chamado consenso de 1992, que prevê a ideia de “uma só China”, mas adverte que “usará a força”, no caso de a ilha ousar declarar a independência.
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